Capítulo 8 – Vidas em verso e as vozes de um país diverso
Resumo completo
Capítulo 8 – Vidas em verso e as vozes de um país diverso
Resumo completo
1Versos e rimas: uma forma antiga de se expressar
O poema é um gênero textual bem antigo. Civilizações muito antigas, como a mesopotâmica, já usavam poemas para contar o que viviam, aprendiam e sentiam.
Esses textos eram organizados em versos (as linhas do poema) e em rimas (sons parecidos no fim das linhas). Isso deixava tudo mais fácil de decorar.
Por isso, os poemas ajudavam a passar histórias de boca em boca, mesmo entre pessoas que não sabiam ler nem escrever.
Exemplos
Verso é cada linha: Cada língua se acomoda, é um verso.
Rima é o som parecido no fim dos versos: vento rima com tempo e com invento.
Elementos básicos do poema
Elemento
O que é
Exemplo
Verso
Cada linha do poema
Junto ao braseiro, no chão,
Estrofe
Um grupo de versos separado por espaço
Os 6 primeiros versos de Canção do africano
Rima
Repetição de sons iguais ou parecidos
senzala / sala
1.1O poema no Brasil
No Brasil, os primeiros registros de poema vieram com a chegada dos portugueses, a partir de 1500, na colonização.
Hoje, porém, os poemas brasileiros dão voz aos mais diversos descendentes do povo brasileiro: os povos que já viviam aqui (indígenas) e todos os que chegaram depois, como os africanos e os europeus.
Por isso, ler poemas é também conhecer as muitas vozes e culturas do nosso país.
Exemplos
Lázaro Ramos (autor negro, de Salvador) escreve sobre o jeito de falar do brasileiro.
Márcia Wayna Kambeba (autora indígena, do Amazonas) escreve sobre seu povo e o rio Solimões.
2Texto em cena: o poema 'Sotaque', de Lázaro Ramos
No livro Caderno de rimas do João, o escritor Lázaro Ramos criou a personagem João, um garoto curioso que descobriu que, rimando, podia falar de tudo o que via e sentia.
No poema Sotaque, João percebe que a língua muda com o tempo e muda também de lugar para lugar. Ele cita palavras como oxente, uai e tchê.
A mensagem final é de respeito: "Não tem certo nem errado, / só um pouco diferente". Ou seja, nenhum sotaque é melhor que o outro.
Lázaro Ramos nasceu em Salvador (BA), cidade com a maior população negra fora da África, e costuma colocar personagens negras como protagonistas de seus livros.
Exemplos
Trecho: "Cada língua se acomoda, / eu não sei se é pelo vento. / Mas uma coisa notei: / ela muda com o tempo." → a característica notada é que a língua muda.
"Dizem que é a geografia" → o lugar onde a pessoa mora influencia o jeito de falar.
"outros dizem que é invento" → as pessoas criam palavras novas, como as gírias.
Sotaques citados por João no poema
Expressão
Região onde é mais usada
Sentido/uso
Oxente
Nordeste
Expressa espanto, surpresa ou dúvida
Uai
Minas Gerais (Sudeste)
Expressa surpresa ou estranhamento
Tchê
Rio Grande do Sul (Sul)
Forma de chamar ou tratar alguém, como amigo
2.1O que é sotaque
Sotaque é o nome dado às diferenças de pronúncia entre falantes de uma mesma língua. É o "jeito de falar" de cada lugar.
Os sotaques mudam conforme a região e as influências que as pessoas daquele lugar receberam ao longo do tempo.
Atenção: além do som das palavras, o poema mostra que também muda o vocabulário, ou seja, as palavras próprias de cada região (oxente, uai, tchê).
Exemplos
A palavra tormento no poema não significa que João acha o sotaque errado: ela serve para manter a rima com vento e invento.
"só um pouco diferente" fala do jeito de FALAR, e não do jeito físico das pessoas.
3Texto em cena: 'Canção do africano', de Castro Alves
Castro Alves (1847-1871) também nasceu em Salvador, mas viveu numa época em que os africanos e seus descendentes eram escravizados no Brasil.
Em seus poemas, ele deu voz a esses povos e mostrou uma visão crítica da escravidão. Em Canção do africano, um homem escravizado canta na senzala e chora de saudade da sua terra (torrão).
O poema tem duas vozes: uma que narra a cena (1ª estrofe) e outra que é o próprio canto do africano (estrofes seguintes, marcadas por aspas).
Importante: hoje usamos a palavra escravizado no lugar de "escravo", porque a escravidão foi uma condição imposta às pessoas, e não uma característica delas.
Exemplos
Sentimentos do africano no poema: saudade (Saudades do seu torrão), tristeza (correm-lhe em pranto) e indignação (A gente lá não se vende / Como aqui, só por dinheiro).
Sentido figurado: O Sol faz lá tudo em fogo, / Faz em brasa toda a areia = o sol aquece/incendeia.
Sentido figurado: Entoa o escravo seu canto = ele canta.
Sentido figurado: E ao cantar correm-lhe em pranto = ele chora.
Rimas da 1ª estrofe: senzala (a) / sala (a) / chão (b) / canto (c) / pranto (c) / torrão (b).
Vocabulário do poema
Palavra
Significado
braseiro
Recipiente com brasas para aquecer o ambiente
entoar
Cantar em voz alta
papa-ceia
Estrela da tarde; o planeta Vênus
terreiro
Espaço de terra largo e plano
torrão
Território; local de origem
As duas vozes do poema
Voz
Onde aparece
Marca no texto
Narrador (eu lírico que descreve)
1ª estrofe
Conta a cena da senzala
Africano escravizado
Estrofes seguintes
Vem entre aspas (" ")
3.1Eu lírico
Nos poemas, a voz que fala com o leitor se chama eu lírico (ou eu poético).
Cuidado: o eu lírico não é o autor. É uma voz criada pelo autor para expressar sentimentos, ideias e opiniões.
Em Canção do africano, por exemplo, o eu lírico é um homem africano escravizado — mas quem escreveu foi Castro Alves.
Exemplos
Em Sotaque, o eu lírico é o garoto João.
Em Os filhos das águas do Solimões, o eu lírico fala em nome do povo Kambeba.
3.2Rimas: ritmo e musicalidade
As rimas dão sonoridade, musicalidade e ritmo ao poema. Elas ajudam o leitor a entrar na cadência do texto e a sentir as emoções.
Quando o padrão das rimas muda no meio do poema, o ritmo da leitura também muda. Isso chama a atenção do leitor para aquela parte.
No fim de Sotaque, por exemplo, o ritmo muda porque as rimas passam a ficar mais próximas umas das outras, dando destaque à mensagem de respeito.
Exemplos
Padrão da 1ª estrofe de Canção do africano: a-a-b-c-c-b (senzala/sala; chão/torrão; canto/pranto).
Tipos de disposição das rimas
Tipo
Como funciona
Exemplo
Emparelhadas
Versos seguidos rimam (a-a-b-b)
canto / espanto — nação / coração
Alternadas
Rima 1º com 3º e 2º com 4º (a-b-a-b)
lembrança / criança — cuidado / passado
Opostas
Rima 1º com 4º e 2º com 3º (a-b-b-a)
amigo / abrigo — gente / contente
4Linguagem em foco: o VERBO
Verbo é a classe de palavras que, sozinha, já expressa um fato. Esse fato pode ser uma ação, um estado ou um fenômeno da natureza.
No trecho "uma coisa notei: ela muda com o tempo", temos dois verbos: notei (ação de João) e muda (ação da língua).
O verbo também é uma palavra variável: ele muda de forma para mostrar o tempo (passado, presente, futuro) e a pessoa do discurso (eu, tu, ele, nós...).
📐 Para guardar
Verbo = ação + estado + fenômeno da natureza
Flexão do verbo = tempo (passado / presente / futuro) + pessoa (1ª, 2ª, 3ª) + número (singular / plural)
Exemplos
Ação: O africano canta com saudade da sua terra.
Estado: O Brasil é diverso culturalmente.
Fenômeno da natureza: Amanhece lindamente no continente africano.
Pessoa: cantou → 3ª pessoa do singular (ele); cantamos → 1ª pessoa do plural (nós).
O que o verbo pode expressar
Tipo de fato
Exemplo de frase
Verbo
Ação
O africano canta com saudade.
canta
Estado
O Brasil é diverso culturalmente.
é
Fenômeno da natureza
Amanhece no continente africano.
amanhece
4.1Verbos que indicam fenômenos da natureza
Verbos como chover, ventar, nevar, trovejar e amanhecer indicam fatos que acontecem sozinhos, sem que alguém os realize. Por isso eles são chamados de impessoais.
Mas, se usados em sentido figurado, eles deixam de ser impessoais e passam a ter um sujeito.
Exemplo: em "Ele amanheceu mal-humorado", quem amanheceu foi ele — o verbo virou pessoal.
Exemplos
Impessoal: Choveu muito ontem. (ninguém realiza a ação)
Pessoal (sentido figurado): Ele amanheceu mal-humorado.
4.2Locução verbal
Locução verbal é uma expressão formada por dois verbos que, juntos, valem por um verbo só.
Ela tem duas partes: o verbo auxiliar (o primeiro, que ajuda e indica tempo e pessoa) e o verbo principal (o último, que carrega o sentido).
Nas locuções, o verbo auxiliar é quem mostra o tempo (presente, passado ou futuro) e a pessoa do discurso. O verbo principal aparece sempre numa forma nominal (terminada em -r, -do ou -ndo).
📐 Para guardar
Locução verbal = verbo auxiliar + verbo principal (valem por 1 verbo só)
Exemplos
Eu vou escrever um poema sobre o povo brasileiro. = escreverei (auxiliar: vou / principal: escrever)
Você vai conhecer as vozes do Brasil. = conhecerá
João havia observado o modo de falar das pessoas. = observara
Eles estavam lendo o poema, quando cheguei. = liam
A língua irá mudar com o tempo. = mudará (só mudará mantém a ideia de futuro; mudou é passado e vai sozinho não completa o sentido)
Identificando auxiliar e principal
Frase
Verbo auxiliar
Verbo principal
Ele está pensando em sua terra.
está
pensando
João andava criando rimas.
andava
criando
Eu irei caminhar à tarde.
irei
caminhar
Esse poema irá partir seu coração.
irá
partir
Eles haviam chorado de saudade.
haviam
chorado
Lázaro foi convidado para o evento.
foi
convidado
4.3Formas nominais do verbo
As formas nominais são as formas do verbo que também podem funcionar como um nome: substantivo, adjetivo ou advérbio. Por isso o nome "nominais".
São três: infinitivo, particípio e gerúndio. Elas aparecem sempre como verbo principal das locuções verbais.
O truque para reconhecer é olhar a terminação: -r (infinitivo), -do (particípio) e -ndo (gerúndio).
📐 Para guardar
Infinitivo → termina em -ar, -er, -ir, -or
Particípio → termina em -ado/-ada, -ido/-ida
Gerúndio → termina em -ndo
Exemplos
Infinitivo como verbo: Vamos falar do Brasil. | como substantivo: O falar brasileiro é diverso.
Particípio como verbo: Ela havia bagunçado tudo. | como adjetivo: Era um quarto bagunçado.
Gerúndio como verbo: Ele estava rimando. | como advérbio: Ele falava rimando.
As três formas nominais
Forma
Terminação
Ideia que expressa
Exemplos
Infinitivo
-ar, -er, -ir, -or
O fato verbal em si
cantar, correr, partir, supor
Particípio
-ado/-ada, -ido/-ida
Resultado da ação (ação concluída)
falado, corrido, dormido
Gerúndio
-ndo
Ação em andamento
falando, correndo, dormindo
Infinitivo e as três conjugações
O infinitivo é a forma "original" do verbo, aquela que aparece no dicionário: cantar, correr, partir.
Geralmente ele é impessoal (não muda de forma). Mas em alguns casos pode ser flexionado, virando infinitivo pessoal: Ela chegou para ver os meninos cantarem no festival.
Pela terminação do infinitivo, os verbos são organizados em três grandes grupos chamados conjugações.
📐 Para guardar
1ª conjugação = -ar | 2ª conjugação = -er / -or | 3ª conjugação = -ir
Exemplos
aciona → infinitivo acionar → 1ª conjugação
durando → infinitivo durar → 1ª conjugação
colocamos → infinitivo colocar → 1ª conjugação
viu → infinitivo ver → 2ª conjugação
fosse → infinitivo ser (ou ir) → 2ª/3ª conjugação
tem → infinitivo ter → 2ª conjugação
segue → infinitivo seguir → 3ª conjugação
parte → infinitivo partir → 3ª conjugação
As três conjugações
Conjugação
Terminação
Exemplos
1ª
-ar
amar, cantar, falar
2ª
-er / -or
vender, comer, pôr, compor
3ª
-ir
sair, partir, dormir
Infinitivo: substantivo ou verbo principal?
Frase
Função do infinitivo
João queria brincar com as palavras.
Verbo principal da locução verbal
O seu cantar é como um poema.
Substantivo
Castro Alves precisava falar das injustiças.
Verbo principal da locução verbal
O navio iria partir pela manhã.
Verbo principal da locução verbal
Aquele amanhecer estava muito belo.
Substantivo
Particípio
O particípio expressa o resultado da ação, ou seja, um fato já concluído. Ele costuma terminar em -ado/-ada ou -ido/-ida (e pode ganhar -s no plural).
O particípio também pode virar adjetivo, caracterizando um substantivo. Nesse caso, ele concorda em gênero e número: versos rimados, estrofes rimadas.
Cuidado com os particípios irregulares: alguns verbos não seguem as terminações comuns, como dizer → dito, fazer → feito, escrever → escrito, ver → visto, abrir → aberto, cobrir → coberto.
📐 Para guardar
Auxiliar TER ou HAVER → particípio REGULAR
Auxiliar SER ou ESTAR → particípio IRREGULAR
Exemplos
Como verbo: Nós havíamos realizado a tarefa.
Como adjetivo: Era um poema com versos rimados. / Todas as estrofes eram rimadas.
Irregular: Ele havia dito que viria cedo. / O portão ficou aberto.
Exercício: João havia percebido que a língua muda. (auxiliar HAVER → regular)
Exercício: Ele tinha imprimido um de seus poemas. (auxiliar TER → regular)
Exercício: A voz do povo brasileiro precisa ser escutada. (auxiliar SER)
Concordância: O texto será impresso / Os textos serão impressos / As páginas serão impressas.
Verbos com dois particípios (regular e irregular)
Verbo
Regular (com ter/haver)
Irregular (com ser/estar)
imprimir
Eu havia imprimido o texto.
O texto será impresso.
aceitar
Nós tínhamos aceitado o convite.
O convite seria aceito.
agradecer
Ele havia agradecido pelo favor.
Ele estava grato por tudo.
suspender
Tinha suspendido a edição.
A edição foi suspensa.
entregar
Havia entregado a carta.
A carta não foi entregue.
Particípios irregulares mais comuns
Verbo
Particípio
dizer
dito
fazer
feito
escrever
escrito
ver
visto
abrir
aberto
cobrir
coberto
Gerúndio
O gerúndio expressa uma ação em andamento, ou seja, que ainda está acontecendo. Ele é sempre formado com a terminação -ndo.
Ele também pode funcionar como advérbio (indicando o modo) ou como adjetivo (caracterizando alguém).
Dica: se a frase mostra algo acontecendo agora, o gerúndio é a forma certa. Ele estava chorando (está acontecendo) é diferente de Ele tinha chorado (já acabou).
Valor de advérbio: Os alunos saíram da aula sabendo tudo do conteúdo. (o modo como saíram)
Valor de adjetivo: Gosto de ouvir pessoas cantando. (pessoas que cantam)
Ação em andamento: Ele estava chorando de saudade.
Reescrita: Eu estava a pensar sobre a língua portuguesa. → Eu estava pensando sobre a língua portuguesa.
Reescrita: Ele aprendia muito quando lia. → Ele aprendia muito lendo.
4.4Classificação dos verbos quanto à regularidade
O radical é a parte do verbo que guarda o seu significado. No verbo falar, o radical é fal-.
Um verbo é regular quando o radical não muda ao ser conjugado: eu falo, tu falas, ele fala, nós falamos.
Um verbo é irregular quando o radical muda em algumas formas: fazer → eu faço, ele faz; pedir → eu peço, ele pede.
Dica para descobrir: teste o verbo no presente, passado e futuro. Se o radical mudar de forma, ele é irregular.
📐 Para guardar
Conjugar = flexionar o verbo em pessoa, número, tempo e modo
Exemplos
Regular: contar → eu conto, tu contas, ele conta, nós contamos (o radical cont- nunca muda).
Irregular: ter → eu tenho, ele tem, nós tivemos (o radical muda).
Irregular: dizer → eu digo, tu dizes, ele disse (o radical muda).
Classificação rápida: foi (I – ser/ir), corre (R – correr), gritamos (R – gritar), quis (I – querer), vamos (I – ir).
Verbo regular x verbo irregular
Pessoa
Falar (regular)
Fazer (irregular)
Pedir (irregular)
eu
falo
faço
peço
tu
falas
fazes
pedes
ele/ela
fala
faz
pede
nós
falamos
fazemos
pedimos
vós
falais
fazeis
pedis
eles/elas
falam
fazem
pedem
5Panorama: 'Os filhos das águas do Solimões', de Márcia Wayna Kambeba
Márcia Wayna Kambeba nasceu em 1979, numa aldeia do povo Tikuna, na região do Alto Solimões (AM). Ela é geógrafa, escreve poemas, canta, recita e fotografa para fortalecer a história do seu povo.
No poema Os filhos das águas do Solimões, os "filhos das águas" são o povo Kambeba e os ribeirinhos, que vivem às margens do rio.
O poema mostra o rio em dois momentos: a enchente (quando ele vem veloz e furioso e destrói plantações) e a vazante (quando ele quase some e fica calmo). É um ciclo que se repete a cada estação e organiza a vida do povo.
Nas duas últimas estrofes há uma ruptura: o contato com o não indígena, que tomou as terras sagradas, escravizou os Kambeba e os deixou desaldeados (sem aldeia).
Exemplos
O poema tem 6 estrofes: cinco com 4 versos e a última com 6 versos.
Nas cinco primeiras estrofes, as rimas são alternadas: rimam o 1º com o 3º verso e o 2º com o 4º.
Interpretação da 1ª estrofe: a água é essencial para o povo — sustenta como uma mãe, alimenta as plantas e serve de caminho (estrada) para o pescador.
Vocabulário do poema
Palavra
Significado
desaldeado
Sem aldeia
forjar
Inventar
ribanceira
Lugar alto e íngreme ao lado de um rio
ribeirinho
Quem vive às margens de rios
várzea
Região à margem do rio que fica inundada nas cheias e vira terra fértil
vazante
Época em que o rio está vazio, por falta de chuvas
Os dois momentos do rio Solimões
Momento
Como o rio é descrito
Efeito sobre o povo
Enchente
Vem veloz e furiosa, derruba ribanceiras
Destrói a plantação, afeta indígenas e ribeirinhos
Vazante
Quase some, água calminha, surge a praia
Não tem força para destruir a roça; deixa a várzea fértil
6Figuras de linguagem
As figuras de linguagem são recursos que deixam o texto mais expressivo e bonito. Elas exploram o sentido figurado das palavras, ou seja, um sentido diferente do sentido comum.
Elas aparecem muito em poemas, mas também em músicas, propagandas e até na nossa fala do dia a dia.
Compara dois elementos USANDO uma palavra de ligação (como, tanto, quanto, feito, que nem)
Marina é inteligente como uma cientista.
Metáfora
Compara dois elementos SEM palavra de ligação
Os olhos de Rafael são rios profundos.
Metonímia
Troca um elemento por outro por proximidade
Li Márcia Kambeba. (= li o livro dela)
Personificação (prosopopeia)
Dá características humanas a objetos, animais ou coisas
O dia acordou feliz.
Ironia
Diz o contrário do que se pensa, para criticar ou fazer humor
Que maravilha! Só tenho que subir 20 andares.
6.1Comparação e metáfora
Na comparação, dizemos que uma coisa é parecida com outra usando palavras como como, tanto, quanto, feito, que nem.
Na metáfora, a semelhança também existe, mas a aproximação é feita sem essas palavras de ligação. A gente fala como se uma coisa fosse mesmo a outra.
Para transformar uma na outra, é só tirar ou colocar a palavra de ligação.
📐 Para guardar
Comparação = elemento A + palavra de ligação (como, feito, que nem) + elemento B
Metáfora = elemento A + verbo ser (ou nada) + elemento B
Exemplos
Na 1ª estrofe de Os filhos das águas do Solimões: metáfora → A água é a mãe que sustenta e É estrada por onde anda o pescador.
Na mesma estrofe: comparação → A vida que nasce como uma flor.
Transformando metáfora em comparação: A água é como uma mãe que sustenta.
Transformando comparação em metáfora: A vida que nasce é uma flor.
6.2Metonímia
Na metonímia, trocamos um elemento por outro porque existe uma relação de proximidade entre eles.
Por exemplo: citamos o autor no lugar da obra, ou uma parte do corpo no lugar da pessoa inteira.
É como um atalho: todo mundo entende mesmo sem a palavra completa.
Exemplos
Neste fim de semana, li Márcia Kambeba. = li o livro dela (autor no lugar da obra).
Aqueles olhos curiosos aprenderam tudo rapidamente. = as pessoas (parte no lugar do todo).
Opção com metonímia no exercício: Ler Castro Alves é voltar no tempo... → o nome do autor está no lugar dos poemas dele.
Outro exemplo: Vou beber um copo. = beber o líquido que está no copo.
6.3Personificação (prosopopeia)
A personificação, também chamada de prosopopeia, dá características de ser humano a objetos, animais, plantas ou elementos da natureza.
Ela aparece em textos literários e também em textos do dia a dia.
No poema de Márcia Kambeba, a água ganha atitudes humanas: ela é mãe, faz nascer, é furiosa.
Exemplos
O dia acordou feliz. (o dia não acorda nem sente)
As folhas da árvore estão dançando ao vento. (folhas não dançam)
Na 4ª estrofe: Vive um povo que a água fez nascer, / Em um parto de dor e emoção → a água age como uma mãe que dá à luz.
No título: Os filhos das águas do Solimões → se o povo é filho, a água é a mãe. A personificação já aparece no título.
6.4Ironia
A ironia usa palavras com sentido diferente ou até oposto ao original, para provocar humor ou fazer uma crítica.
O leitor percebe pelo contexto que aquilo não deve ser entendido ao pé da letra.
Na escrita, as aspas podem marcar a ironia: elas avisam que a palavra não está sendo usada com o sentido de sempre.
Exemplos
Que maravilha! Só tenho que subir 20 andares porque o elevador está em manutenção. (não é maravilha nenhuma)
Fale mais alto! Da outra sala ainda não dá para ouvir. (na verdade, a pessoa está falando alto demais)
Na última estrofe do poema: Apresentados à "civilização" → as aspas mostram ironia: aquilo que chamaram de civilização foi, na verdade, roubo de terra, escravidão e exploração. A poeta critica esse falso progresso.
7O gênero POEMA: características principais
O poema é um gênero textual organizado em versos, que podem estar agrupados em estrofes.
Ele costuma usar recursos como as rimas e um uso especial e expressivo da língua, por meio das figuras de linguagem.
Um poema pode falar de qualquer assunto e despertar muitas emoções no leitor. Além disso, quase sempre permite mais de uma interpretação.
Quem fala no poema é o eu lírico (ou eu poético): uma voz criada pelo autor para expressar sentimentos, ideias e opiniões.
Exemplos
Poemas estudados no capítulo: Sotaque (Lázaro Ramos), Canção do africano (Castro Alves) e Os filhos das águas do Solimões (Márcia Wayna Kambeba).
Ficha do gênero poema
Item
Característica
Estrutura
Versos (linhas) organizados em estrofes
Recursos sonoros
Rimas, ritmo, musicalidade
Recursos de sentido
Figuras de linguagem (comparação, metáfora, metonímia, personificação, ironia)
Voz que fala
Eu lírico (ou eu poético)
Tema
Qualquer assunto; permite mais de uma interpretação
8Você constrói: escrevendo o seu poema
A proposta é escrever um poema mostrando como você se percebe como parte deste país tão diverso que é o Brasil.
Siga os passos: primeiro planejar (o conteúdo e a estrutura das rimas), depois escrever e revisar, e por fim passar a limpo para o sarau, com leitura expressiva.
Na hora de planejar, escolha quantos versos terá cada estrofe e quais versos vão rimar entre si. Isso garante o ritmo do texto.
Exemplos
Rimas emparelhadas: *Quando soar meu canto / Não haverá espanto / Mas sim uma nação / Falando em meu coração*
Rimas alternadas: *De meus avós, guardo a lembrança / Do carinho e do cuidado / Que tive ainda criança, / Nos dias de meu passado*
Rimas opostas: *Ouça só, meu amigo / Venho falar dessa gente / Que vibra e vive contente / Tendo nosso país como abrigo*
Passo a passo da produção
Passo
O que fazer
Passo 1
Pensar no conteúdo: suas origens, influências, vivências e costumes
Passo 2
Pensar na estrutura: quantos versos por estrofe e qual padrão de rimas
Passo 3
Escrever a 1ª versão, dar um título e revisar
Passo 4
Passar a limpo com letra legível e apresentar no sarau
Roteiro de revisão
Aspecto
Pergunta de checagem
Estrutura
O texto está escrito em versos? As rimas seguem o padrão escolhido?
Expressividade
A linguagem figurada foi bem usada e deixou o poema mais expressivo?
Proposta
O poema aborda o tema, expressando claramente sua voz brasileira?
Escrita
As palavras estão corretas? Os verbos estão no tempo e na forma adequados?
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
O gênero poema: versos, estrofes e rimas
1Dissertativo
Leia o poema abaixo, escrito por um estudante.
Meu bairro tem cheiro de pão, tem risada de menino, tem varal com roupa ao vento e um violão bem afinado.
Se alguém me perguntar quem sou, eu respondo sem demora: sou daqui, sou desse chão, sou a voz que canta agora.
Agora responda: quantos versos (linhas do poema) e quantas estrofes (grupos de versos) esse texto tem?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O poema tem 8 versos e 2 estrofes (cada estrofe com 4 versos).
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre do combinado: cada linha de um poema é um verso. Então, para contar versos, basta contar as linhas.
Contando: Meu bairro tem cheiro de pão (1), tem risada de menino (2), tem varal com roupa ao vento (3), e um violão bem afinado (4), Se alguém me perguntar quem sou (5), eu respondo sem demora (6), sou daqui, sou desse chão (7), sou a voz que canta agora (8). São 8 linhas, ou seja, 8 versos.
Agora as estrofes: estrofe é um grupo de versos separado dos outros por uma linha em branco. No texto há dois blocos, separados por um espaço. Logo, são 2 estrofes.
Como cada bloco tem 4 versos, dizemos que são duas estrofes de quatro versos (também chamadas de quartetos).
2Dissertativo
Ainda sobre o poema da questão anterior, copie do texto dois pares de palavras que rimam e explique, com suas palavras, o que a rima traz para a leitura do poema.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois pares de rimas: demora e agora; pão e chão. A rima dá musicalidade ao poema, marca o ritmo, deixa a leitura mais gostosa e ajuda a memorizar os versos.
Resolução passo a passo
Rima é a repetição de sons parecidos no fim (ou perto do fim) dos versos. Para achá-la, leia só o finalzinho de cada verso em voz alta.
Finais da 1ª estrofe: pão, menino, vento, afinado. Finais da 2ª estrofe: sou, demora, chão, agora.
Comparando os sons: demora e agora terminam com o som -ora; pão (verso 1) e chão (verso 7) terminam com o som -ão. Esses são os dois pares.
Por fim, explique o efeito: quando os sons se repetem, o poema ganha uma espécie de música. Isso prende a atenção de quem ouve, cria ritmo e facilita decorar o texto — foi por isso que a poesia nasceu ligada ao canto.
3Múltipla escolha
Segundo o capítulo, por que os povos antigos organizavam suas histórias em versos e rimas?
Resposta
Alternativa b) Porque versos e rimas facilitavam a memorização e ajudavam a transmitir histórias pela fala.
Resolução passo a passo
Pense na época em que quase ninguém escrevia ou lia: as histórias passavam de boca em boca, de avô para neto. Essa transmissão pela fala se chama tradição oral.
Para não esquecer uma história longa, era preciso um truque de memória. Versos curtos, ritmo marcado e rimas funcionam como uma música: se você esquece uma palavra, o som da rima te lembra dela.
Agora elimine as erradas: a) fala de beleza na escrita e economia de papel, mas o motivo era a fala, não o papel; c) está errada, pois textos em versos eram justamente para quem não lia; d) restringe o uso a cerimônias religiosas de um só povo, o que não é verdade.
Sobra a alternativa b, que fala em memorização e transmissão oral.
4Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso. ( ) Cada linha de um poema é chamada de verso. ( ) Um poema pode tratar de qualquer assunto e provocar emoções diferentes no leitor. ( ) A voz que fala dentro de um poema é chamada de eu lírico e é sempre o próprio autor contando fatos reais da sua vida. ( ) Todo poema precisa obrigatoriamente ter rimas para ser considerado poema.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
V – V – F – F
Resolução passo a passo
1ª afirmação (V): cada linha do poema é mesmo um verso. É a definição básica.
2ª afirmação (V): o poema pode falar de amor, de futebol, do bairro, de injustiça… e pode causar alegria, tristeza, saudade. Não existe assunto proibido na poesia.
3ª afirmação (F): a voz que fala no poema é o eu lírico, mas ele não é necessariamente o autor. É uma voz criada pelo poeta, que pode ser de outra pessoa, de uma criança, de um animal, de alguém que viveu em outra época. Correção: o eu lírico é a voz que fala no poema e não se confunde com o autor.
4ª afirmação (F): existem poemas sem rima, chamados de versos brancos ou livres. A rima é um recurso, não uma obrigação. Correção: um poema pode ter ou não ter rimas.
5Dissertativo
Observe os três modelos de rimas apresentados no capítulo (emparelhadas, alternadas e opostas). Escreva uma estrofe de quatro versos sobre o lugar onde você mora, usando rimas emparelhadas (o 1º verso rima com o 2º, e o 3º rima com o 4º).
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo de estrofe com rimas emparelhadas (esquema A-A-B-B):
Moro numa rua de chão batido, onde todo mundo é conhecido. De tarde a bola rola no quintal e o cheiro de bolo invade o local.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o padrão. Nas rimas emparelhadas, os versos rimam dois a dois: o 1º com o 2º e o 3º com o 4º. Representamos assim: A-A-B-B.
Passo 2 – Escolha o tema: o lugar onde você mora (a rua, a casa, os vizinhos, os cheiros, os sons).
Passo 3 – Antes de escrever, faça uma lista de palavras que rimam e combinam com o tema. Exemplo: batido / conhecido / comprido; quintal / local / natal.
Passo 4 – Monte os versos deixando as palavras que rimam no fim de cada linha. No modelo, batido rima com conhecido (A-A) e quintal rima com local (B-B).
Passo 5 – Leia em voz alta para conferir o ritmo. Se algum verso ficar muito longo ou curto demais, ajuste as palavras.
Leitura e interpretação: o poema "Sotaque" e a variação linguística
6Dissertativo
No poema "Sotaque", de Lázaro Ramos, João afirma que a língua "muda com o tempo". Explique, com suas palavras, o que isso quer dizer e dê um exemplo de palavra ou expressão que os seus avós usavam e que quase ninguém usa hoje.
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Resposta
Quer dizer que a língua muda com o passar do tempo: palavras deixam de ser usadas, outras nascem e algumas mudam de sentido. Exemplo pessoal: minha avó dizia supimpa para dizer que algo era ótimo; hoje quase ninguém usa essa palavra — falamos maneiro, top ou massa.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a ideia de João: a língua é viva, feita por pessoas. Como as pessoas mudam de costumes, inventam coisas e conhecem outros povos, a língua também muda.
Passo 2 – Perceba os três tipos de mudança: palavras que somem (vitrola, fita cassete), palavras novas que aparecem (internet, stories, lacrar) e palavras que trocam de sentido (legal já significou apenas “de acordo com a lei”).
Passo 3 – Dê um exemplo da sua família. Outros exemplos possíveis: broto (moça bonita), bacana, jóia, chuchu beleza, xepa, bestera.
Passo 4 – Feche a resposta com a conclusão: mudar não é errar. Se a língua muda, isso é sinal de que ela está viva.
7Múltipla escolha
Leia os versos: "É oxente, é uai, é tchê, / causa até algum tormento." Sobre esses versos, é correto afirmar que:
Resposta
Alternativa b) João usa expressões típicas de regiões diferentes para mostrar a diversidade do falar brasileiro.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe as três palavras citadas: oxente (Nordeste), uai (Minas Gerais) e tchê (Rio Grande do Sul). Cada uma vem de um pedaço do Brasil.
Passo 2 – Perceba a intenção do poeta: ele junta as três numa mesma lista para mostrar que o português brasileiro tem muitos jeitos de ser falado. Isso se chama variação linguística.
Passo 3 – Elimine as erradas: a) chamar de “erro” é justamente o contrário da mensagem do poema; c) o poema mostra vários jeitos certos, não um só; d) as expressões têm sentidos e usos diferentes em cada região.
Passo 4 – Restou a b. O “tormento” do verso é a estranheza de quem ouve pela primeira vez, e não um defeito de quem fala.
8Dissertativo
Complete o quadro no seu caderno com as expressões oxente, uai e tchê. Para cada uma, indique a região do Brasil em que ela é mais usada e o sentido que ela costuma ter na fala das pessoas. Se precisar, faça uma pesquisa rápida.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
oxente – Nordeste – expressa surpresa, espanto ou dúvida (vem de ó gente!): Oxente, você por aqui?
uai – Minas Gerais (Sudeste) – expressa espanto, estranhamento ou reforça uma afirmação: Uai, cadê o café?
tchê – Rio Grande do Sul (Sul) – serve para chamar ou se dirigir a alguém, como “amigo”, “companheiro”: Bah, tchê, que frio!
Resolução passo a passo
Passo 1 – Organize o quadro em três colunas: EXPRESSÃO | REGIÃO | SENTIDO.
Passo 2 – Preencha a região. Oxente é ouvido principalmente na Bahia, Pernambuco, Ceará e demais estados do Nordeste. Uai é a marca registrada de Minas Gerais. Tchê é do Rio Grande do Sul, ligado à cultura gaúcha.
Passo 3 – Preencha o sentido. Oxente e uai funcionam como interjeições, isto é, palavrinhas que expressam emoção (susto, surpresa, espanto). Já tchê é usado para chamar a pessoa com quem se fala, como o cara ou o mano de outras regiões.
Passo 4 – Escreva um exemplo de frase com cada uma. Assim fica claro que nenhuma delas é “erro”: são marcas de identidade de cada lugar.
9Verdadeiro ou falso
Marque V ou F com base no poema "Sotaque". ( ) Para João, existe um sotaque certo e outros errados. ( ) A palavra tormento foi escolhida também porque rima com vento e invento. ( ) Nos versos finais, João defende o respeito às diferentes formas de falar. ( ) João diz que a geografia e a invenção de palavras podem explicar as mudanças na língua.
Depois, corrija por escrito a(s) afirmação(ões) que você marcou como falsa(s).
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Resposta
F – V – V – V
Correção da 1ª afirmação: para João, não existe sotaque certo ou errado; todos os sotaques são formas válidas de falar português, apenas diferentes umas das outras.
Resolução passo a passo
1ª (F): o poema inteiro caminha para o respeito. João mostra as diferenças com curiosidade e carinho, não para julgar. Por isso a frase é falsa e precisa ser corrigida.
2ª (V): no poema, tormento rima com vento e invento. Poetas escolhem palavras pensando no sentido e no som — a rima faz parte da construção.
3ª (V): nos versos finais, João defende que cada jeito de falar deve ser respeitado, porque revela a história e o lugar de quem fala.
4ª (V): o poema cita a geografia (cada região fala de um jeito), o tempo (a língua muda) e a invenção de palavras (as pessoas criam novos termos) como causas das mudanças da língua.
10Dissertativo
Imagine que um colega novo chegou à sua turma vindo de outro estado e fala com um sotaque bem diferente do seu. Escreva um pequeno texto (4 a 6 linhas) contando como você agiria, relacionando sua resposta à mensagem do poema "Sotaque".
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo:
“Eu receberia o colega com um ‘oi’ e o convidaria para sentar perto de mim. Se ele falasse palavras que eu não conheço, eu perguntaria o que significam, em vez de rir. Depois eu ensinaria as expressões que a gente usa aqui, e nós dois aprenderíamos um com o outro. Como diz o poema Sotaque, não existe jeito certo ou errado de falar: existe o jeito de cada lugar. Rir do sotaque de alguém é rir da história dele, e isso é preconceito.”
Resolução passo a passo
Passo 1 – Releia a mensagem central do poema: todas as formas de falar são válidas; a diferença é riqueza, não defeito. Esse é o fio da sua resposta.
Passo 2 – Planeje o texto em três partes: (1) como você receberia o colega; (2) o que você faria se alguém rissem dele; (3) a ligação com o poema.
Passo 3 – Use verbos que mostrem atitude: acolher, perguntar, ensinar, aprender, respeitar.
Passo 4 – Não esqueça de nomear o problema: rir do modo de falar de alguém é preconceito linguístico.
Passo 5 – Conte as linhas (4 a 6) e revise a pontuação e a ortografia antes de entregar.
Leitura e interpretação: "Canção do africano", de Castro Alves
11Dissertativo
No poema "Canção do africano", quem é o eu lírico da primeira estrofe e quem passa a falar nas estrofes seguintes? Que sinal gráfico ajuda o leitor a perceber essa troca de vozes?
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Resposta
Na primeira estrofe, o eu lírico é uma voz que observa a cena de fora e descreve o africano escravizado sentado na senzala. Nas estrofes seguintes, quem passa a falar é o próprio africano, cantando sua saudade. O sinal gráfico que mostra essa troca de vozes são as aspas (em algumas edições, o travessão e o itálico) que marcam o início do canto.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o conceito: eu lírico é a voz que fala dentro do poema. Ele pode mudar ao longo do texto, como acontece aqui.
Passo 2 – Leia a 1ª estrofe. Repare que ela fala do escravizado em 3ª pessoa: Entoa o escravo seu canto, correm-lhe em pranto. Quem descreve está de fora, observando a senzala.
Passo 3 – Leia a estrofe seguinte. A voz muda para a 1ª pessoa: é o africano quem fala da sua terra, do sol, da mãe, da sua dor.
Passo 4 – Procure a marca visual dessa mudança: as aspas abrem o canto do africano, avisando o leitor de que agora estamos ouvindo outra voz — como acontece na fala de personagens em uma história.
12Múltipla escolha
Assinale a alternativa que melhor explica os sentimentos do africano que canta no poema.
Resposta
Alternativa c) Saudade e tristeza, porque ele lembra da sua terra e chora ao cantar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procure no poema as palavras que mostram sentimento: pranto (choro), saudades, torrão (a terra natal). Elas indicam dor e falta.
Passo 2 – Repare no verso E ao cantar correm-lhe em pranto / Saudades do seu torrão: ele canta chorando, com saudade da terra de onde foi arrancado.
Passo 3 – Elimine as outras: a) não há alegria, e ele não gosta do lugar onde está, pois foi trazido à força; b) não há culpa nem escolha — ele foi sequestrado e escravizado; d) indiferença é o oposto do que o poema mostra.
Passo 4 – A resposta correta é c, que reúne saudade e tristeza.
13Dissertativo
Releia os versos: "A gente lá não se vende / Como aqui, só por dinheiro". Explique que crítica Castro Alves faz nesses versos.
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Resposta
Castro Alves critica a escravidão e o tráfico de pessoas: no Brasil, seres humanos eram comprados e vendidos como se fossem mercadoria. O eu lírico diz que na terra dele isso não acontecia — o que denuncia a ganância e a desumanidade de quem lucrava com a vida de outras pessoas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Traduza os versos com suas palavras: “A gente lá não se vende” = na minha terra, as pessoas não são vendidas; “Como aqui, só por dinheiro” = aqui, no Brasil, elas são vendidas por dinheiro.
Passo 2 – Perceba a comparação entre dois lugares: lá (a África, a terra natal, onde ele era gente) e aqui (o Brasil escravista, onde ele virou “coisa” à venda).
Passo 3 – Nomeie a crítica: transformar pessoas em mercadoria é tirar delas a humanidade. Castro Alves ficou conhecido como “poeta dos escravos” justamente por denunciar isso.
Passo 4 – Feche lembrando o contexto: o poema foi escrito no século XIX, quando a escravidão ainda era legal no Brasil, e servia para tocar o coração dos leitores e defender a liberdade.
14Dissertativo
Relacione as expressões dos versos ao seu sentido, escrevendo o número correspondente.
1 – O sol faz lá tudo em fogo 2 – Entoa o escravo seu canto 3 – correm-lhe em pranto
( ) canta em voz alta ( ) chora ( ) esquenta muito, deixa tudo quente
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Resposta
( 2 ) canta em voz alta ( 3 ) chora ( 1 ) esquenta muito, deixa tudo quente
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entoa o escravo seu canto: o verbo entoar significa cantar, soltar a voz numa melodia. Logo, o número 2 vai em “canta em voz alta”.
Passo 2 – correm-lhe em pranto: pranto é choro; se o pranto corre pelo rosto, ele está chorando. Então o número 3 vai em “chora”.
Passo 3 – O sol faz lá tudo em fogo: aqui não há fogo de verdade; é uma imagem para dizer que o sol é muito forte e deixa tudo quente. Sobra o número 1 para a última lacuna.
Passo 4 – Confira: cada número foi usado uma vez só. Está certo.
15Múltipla escolha
Observe a primeira estrofe de "Canção do africano" e marque a alternativa que apresenta corretamente o esquema de rimas dos versos.
Lá na úmida senzala, (a) Sentado na estreita sala, ( ) Junto ao braseiro, no chão, (b) Entoa o escravo seu canto (c) E ao cantar correm-lhe em pranto ( ) Saudades do seu torrão. ( )
Resposta
Alternativa a) a – a – b – c – c – b.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Marque a palavra final de cada verso: senzala, sala, chão, canto, pranto, torrão.
Passo 2 – Compare os sons. Senzala e sala terminam em -ala: as duas recebem a letra a.
Passo 3 – Canto e pranto terminam em -anto: as duas recebem a letra c (o 4º verso já estava marcado como c, então o 5º também é c).
Passo 4 – Chão e torrão terminam em -ão: as duas recebem a letra b (o 3º já era b, então o 6º também é b).
Passo 5 – Junte na ordem dos versos: a – a – b – c – c – b. Corresponde à alternativa a. Note o desenho: dois pares emparelhados (a-a e c-c) “abraçados” pela rima b, que aparece no 3º e no 6º verso.
16Dissertativo
O capítulo explica que a palavra escravo vem sendo substituída por escravizado. Explique por que essa troca é importante.
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Resposta
Porque a palavra escravo soa como se ser escravo fosse a identidade da pessoa, algo que ela é. Já escravizado mostra que houve alguém que escravizou: foi uma violência imposta de fora. A troca devolve a humanidade a essas pessoas — elas eram africanas, tinham nome, família e cultura — e lembra que a escravidão foi um crime cometido contra elas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Compare as duas palavras. Escravo funciona como um rótulo, quase uma característica da pessoa. Escravizado é particípio do verbo escravizar: alguém sofreu a ação de outro.
Passo 2 – Pense na diferença entre “ele era escravo” e “ele foi escravizado”. Na segunda frase, aparece a pergunta: escravizado por quem? Isso mostra os responsáveis.
Passo 3 – Perceba o efeito: a palavra escravizado coloca a pessoa como ser humano que teve a liberdade roubada, e não como mercadoria.
Passo 4 – Conclua: mudar a palavra muda o jeito de contar a história. É um cuidado com a memória e com o respeito aos descendentes desses povos.
Verbo: ação, estado e fenômeno da natureza
17Dissertativo
Classifique o fato expresso pelo verbo destacado em cada frase como ação, estado ou fenômeno da natureza. a) O poeta escreveu versos sobre sua terra. b) A turma está animada com o sarau. c) Choveu forte na várzea do rio. d) João percebeu as diferenças de sotaque.
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Resposta
a) ação b) estado c) fenômeno da natureza d) ação
Resolução passo a passo
Lembre a regra: o verbo pode indicar uma ação (alguém faz algo), um estado (como alguém está ou é) ou um fenômeno da natureza (algo que acontece na natureza, sem sujeito que pratique).
a) escreveu: o poeta fez alguma coisa — pegou o lápis e escreveu. É ação.
b) está: não mostra nada sendo feito; mostra como a turma se encontra (animada). É estado. Outros verbos parecidos: ser, ficar, parecer, continuar.
c) choveu: a chuva simplesmente caiu; ninguém “fez chover”. É fenômeno da natureza. Repare que esses verbos vêm sempre na 3ª pessoa do singular.
d) percebeu: é uma ação que acontece na mente de João, mas ainda é algo que ele fez. Classificamos como ação.
18Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que o verbo destacado indica um fenômeno da natureza.
Resposta
Alternativa c)Amanheceu cedo na aldeia às margens do rio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procure o verbo que fala de algo da natureza acontecendo sozinho, sem alguém praticando: chover, nevar, ventar, trovejar, amanhecer, anoitecer.
Passo 2 – Analise cada alternativa. Em a), recita é uma ação de Márcia. Em b), é indica estado/característica do rio. Em d), escolheram é ação dos alunos.
Passo 3 – Em c), amanheceu não tem sujeito: não existe alguém que amanheça. O dia simplesmente clareou. É fenômeno da natureza.
Passo 4 – Dica extra: verbos de fenômeno da natureza ficam sempre no singular, mesmo quando não há sujeito — Choveu, Anoiteceu, Trovejou.
19Dissertativo
Escreva o que se pede: a) uma frase com um verbo que indique ação no passado; b) uma frase com um verbo que indique estado no presente; c) uma frase com um verbo que indique fenômeno da natureza no futuro.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelos: a) Ação no passado:Ontem eu declamei um poema para a turma. b) Estado no presente:Minha avó está feliz com a minha nota. c) Fenômeno da natureza no futuro:Amanhã choverá na nossa cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Para a letra a, escolha um verbo de ação (declamar, correr, escrever) e coloque no passado. Uma palavrinha como ontem ajuda a marcar o tempo.
Passo 2 – Para a letra b, escolha um verbo de estado: ser, estar, ficar, parecer. Mantenha no presente: está, é, parece.
Passo 3 – Para a letra c, escolha um verbo de fenômeno da natureza: chover, ventar, nevar, anoitecer. Coloque no futuro: choverá ou vai chover.
Passo 4 – Releia cada frase e confirme: ela combina o tipo de fato pedido e o tempo pedido?
20Dissertativo
Leia a frase: Nós cantamos o poema no sarau da escola. Indique a pessoa do discurso e o número (singular ou plural) do verbo destacado e explique como você descobriu.
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Resposta
O verbo cantamos está na 1ª pessoa do discurso e no plural (nós). Descobre-se pelo pronome Nós, que é o sujeito, e pela terminação -mos, que só aparece na forma de nós.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre as pessoas do discurso: 1ª pessoa = quem fala (eu, nós); 2ª pessoa = com quem se fala (tu, vós); 3ª pessoa = de quem se fala (ele/ela, eles/elas).
Passo 2 – Ache o sujeito da frase: Nós. O pronome nós é a 1ª pessoa do plural.
Passo 3 – Confirme pela terminação do verbo. A parte final da palavra, chamada desinência, é -mos: cantamos, lemos, partimos. Essa terminação sempre corresponde a nós.
Passo 4 – Conclua: 1ª pessoa do plural. Curiosidade: em cantamos o tempo pode ser presente ou passado, e só o contexto (no sarau de ontem ou agora) revela qual é.
Locução verbal: verbo auxiliar e verbo principal
21Dissertativo
Copie as frases no caderno, sublinhe a locução verbal de cada uma e indique qual é o verbo auxiliar e qual é o verbo principal. a) Os alunos estão escrevendo poemas sobre o Brasil. b) Márcia havia recitado aquele verso muitas vezes. c) Eu vou pesquisar o significado de "oxente". d) O poema foi lido pela turma inteira.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) estão escrevendo – auxiliar: estão (estar); principal: escrevendo (escrever) b) havia recitado – auxiliar: havia (haver); principal: recitado (recitar) c) vou pesquisar – auxiliar: vou (ir); principal: pesquisar d) foi lido – auxiliar: foi (ser); principal: lido (ler)
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o conceito: locução verbal é um conjunto de dois (ou mais) verbos que funcionam juntos como se fossem um só.
Passo 2 – Identifique as peças. O verbo auxiliar vem primeiro e é o que se conjuga: ele mostra o tempo e a pessoa. Os auxiliares mais comuns são ser, estar, ter, haver e ir.
Passo 3 – O verbo principal vem depois e carrega o sentido. Ele aparece sempre numa forma nominal: infinitivo (-r), particípio (-do) ou gerúndio (-ndo).
Passo 4 – Aplique nas frases: em a) estão (auxiliar, presente, eles) + escrevendo (gerúndio); em b) havia (auxiliar, passado) + recitado (particípio); em c) vou (auxiliar, dá ideia de futuro) + pesquisar (infinitivo); em d) foi (auxiliar) + lido (particípio).
Passo 5 – Teste final: se você trocar a locução por um verbo só, o sentido continua? estão escrevendo ≈ escrevem; vou pesquisar ≈ pesquisarei. Confirma que é locução.
22Múltipla escolha
Qual verbo poderia substituir a locução verbal destacada sem mudar o sentido da frase?
Castro Alves havia denunciado a crueldade da escravidão em seus versos.
Resposta
Alternativa b)denunciara.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe a locução havia denunciado. O auxiliar havia está no passado e indica um fato que aconteceu antes de outro fato passado.
Passo 2 – Esse tempo tem nome: pretérito mais-que-perfeito. A forma simples dele termina em -ra: denunciara, cantara, fizera.
Passo 3 – Teste na frase: Castro Alves denunciara a crueldade da escravidão em seus versos. O sentido continua exatamente o mesmo.
Passo 4 – Elimine as outras: a) denunciará é futuro; c) denunciam é presente e ainda está no plural; d) haverá é só o auxiliar, e perde o sentido de denunciar.
23Verdadeiro ou falso
Marque V ou F. ( ) Na locução verbal, é o verbo auxiliar que mostra o tempo (presente, passado ou futuro) e a pessoa do discurso. ( ) O verbo principal da locução é aquele que carrega o sentido principal da expressão. ( ) Quando o verbo principal termina em -ndo, a ideia é de que o fato já terminou. ( ) A locução verbal é formada por dois verbos que, juntos, funcionam como um verbo só.
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Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª (V): quem se conjuga na locução é o verbo auxiliar. Em vou cantar, ia cantar e fui cantar, só o auxiliar muda para marcar tempo e pessoa.
2ª (V): o verbo principal é o dono do sentido. Em estou lendo, o que a pessoa faz é ler; estou apenas ajuda.
3ª (F): a terminação -ndo é o gerúndio e indica ação em andamento, ainda acontecendo — estou lendo. Quem indica fato terminado é o particípio (-do): tenho lido, foi lido. Correção: quando o verbo principal termina em -ndo, a ideia é de ação em andamento.
4ª (V): é exatamente a definição de locução verbal — dois verbos que, juntos, valem por um.
24Dissertativo
Reescreva as frases trocando o verbo simples por uma locução verbal que mantenha o mesmo tempo. a) Eu escreverei um poema sobre minha família. b) Eles liam os versos em voz alta. c) A poeta cantará na abertura do evento.
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Resposta
a) Eu vou escrever um poema sobre minha família. b) Eles estavam lendo os versos em voz alta. c) A poeta vai cantar na abertura do evento.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique o tempo do verbo simples. Em a) escreverei está no futuro; em b) liam está no passado (fato que se repetia); em c) cantará está no futuro.
Passo 2 – Escolha um auxiliar que mantenha esse tempo. Para futuro, use ir conjugado no presente: vou, vai, vamos. Para passado em andamento, use estar no passado: estava, estavam.
Passo 3 – Coloque o verbo principal na forma nominal certa: infinitivo depois de ir (vou escrever) e gerúndio depois de estar (estavam lendo).
Passo 4 – Confira a concordância: Eu vou, Eles estavam, A poeta vai. O auxiliar precisa combinar com o sujeito.
Outras respostas possíveis: b) Eles costumavam ler os versos em voz alta. c) A poeta irá cantar na abertura do evento.
Formas nominais: infinitivo, particípio e gerúndio
25Dissertativo
Escreva a forma infinitiva de cada verbo e indique a que conjugação ele pertence (1ª: -ar; 2ª: -er/-or; 3ª: -ir). a) rimamos b) partiu c) vendendo d) compõe e) sorrimos f) cantarolava
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) rimamos → rimar – 1ª conjugação b) partiu → partir – 3ª conjugação c) vendendo → vender – 2ª conjugação d) compõe → compor – 2ª conjugação (terminação -or) e) sorrimos → sorrir – 3ª conjugação f) cantarolava → cantarolar – 1ª conjugação
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que é infinitivo: é o “nome” do verbo, a forma que aparece no dicionário e termina em -r (cantar, comer, sorrir).
Passo 2 – Um truque para achá-lo: use a expressão é preciso…. É preciso rimar, é preciso partir, é preciso vender.
Passo 3 – Depois, olhe a terminação para descobrir a conjugação: -ar = 1ª; -er (e o caso especial -or, de pôr e derivados) = 2ª; -ir = 3ª.
Passo 4 – Aplique: rimar e cantarolar terminam em -ar (1ª); vender termina em -er (2ª); compor termina em -or, e como vem de pôr, fica na 2ª; partir e sorrir terminam em -ir (3ª).
26Dissertativo
Numere as frases usando o código: 1 se o verbo no infinitivo tiver valor de substantivo; 2 se o verbo no infinitivo for o verbo principal de uma locução verbal.
( ) O cantar das crianças encheu o pátio. ( ) Márcia queria contar a história do seu povo. ( ) Aquele anoitecer no rio era lindo. ( ) Vamos declamar o poema no sarau.
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Resposta
( 1 ) O cantar das crianças encheu o pátio. ( 2 ) Márcia queria contar a história do seu povo. ( 1 ) Aquele anoitecer no rio era lindo. ( 2 ) Vamos declamar o poema no sarau.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a dica: quando o infinitivo vem acompanhado de artigo (o, a) ou de pronome (aquele, esse), ele está funcionando como substantivo, isto é, como nome de uma coisa.
Passo 2 – Na 1ª frase, temos o cantar. Dá para trocar por o canto. Logo, é substantivo: código 1.
Passo 3 – Na 2ª frase, queria contar é uma locução verbal: queria é o auxiliar e contar é o verbo principal. Código 2.
Passo 4 – Na 3ª, aquele anoitecer pode ser trocado por aquela noite chegando: é substantivo, código 1.
Passo 5 – Na 4ª, vamos declamar é locução verbal com o auxiliar ir dando ideia de futuro. Código 2.
27Dissertativo
Complete as frases com o particípio correto do verbo entre parênteses. a) O poeta havia _________ (escrever) os versos numa folha velha. b) A carta foi _________ (entregar) ao professor. c) Nós tínhamos _________ (aceitar) o convite para o sarau. d) O livro estava _________ (abrir) na página do poema.
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Resposta
a) escrito b) entregue c) aceitado (também se aceita aceito) d) aberto
Resolução passo a passo
Passo 1 – O particípio é a forma do verbo que costuma terminar em -ado ou -ido (cantado, vendido) e indica um fato já concluído.
Passo 2 – Alguns verbos têm particípio irregular, que foge do padrão: escrever → escrito; abrir → aberto; fazer → feito; ver → visto.
Passo 3 – Em a) e d), use os irregulares: havia escrito e estava aberto.
Passo 4 – Há verbos com duas formas de particípio (os abundantes), como entregar (entregado / entregue) e aceitar (aceitado / aceito). A regra prática: com ter/haver, use a forma regular (tínhamos aceitado); com ser/estar, use a forma curta (foi entregue).
Passo 5 – Por isso: b) foi entregue (verbo ser) e c) tínhamos aceitado (verbo ter).
28Múltipla escolha
Em qual alternativa o verbo aparece no gerúndio com valor de advérbio, ou seja, indicando o modo como algo acontece?
Resposta
Alternativa b) Os alunos saíram da apresentação sorrindo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O gerúndio termina em -ndo e mostra ação em andamento. Mas ele pode ter funções diferentes na frase.
Passo 2 – Quando o gerúndio responde à pergunta como?, ele funciona como advérbio, indicando o modo da ação. Faça o teste: Os alunos saíram como? Sorrindo. Bate certinho — alternativa b.
Passo 3 – Analise as outras: em a) crianças brincando explica as crianças (funciona como adjetivo); em d) um rio correndo também descreve o rio (adjetivo).
Passo 4 – Em c), estava lendo é locução verbal: o gerúndio é o verbo principal, não é advérbio.
Passo 5 – Resposta final: b.
29Dissertativo
Reescreva as frases substituindo a parte destacada por um verbo no gerúndio. a) Ele passou a tarde a escrever rimas. b) A menina aprendia muito quando ouvia as histórias da avó.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Ele passou a tarde escrevendo rimas. b) A menina aprendia muito ouvindo as histórias da avó.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Na letra a, a expressão a escrever traz um infinitivo depois da preposição a. Em português do Brasil, preferimos o gerúndio nesse caso.
Passo 2 – Pegue o infinitivo escrever, tire o -r final e acrescente -ndo: escreve + ndo = escrevendo.
Passo 3 – Na letra b, quando ouvia é uma expressão de tempo/modo com verbo conjugado. Transforme o verbo ouvir em gerúndio: ouvi + ndo = ouvindo, e apague o quando.
Passo 4 – Releia as frases prontas: o sentido continua o mesmo, mas o texto fica mais curto e natural.
30Dissertativo
Elabore frases com o verbo recitar, conforme as indicações: a) no infinitivo, com função de substantivo; b) no infinitivo, como verbo principal de uma locução verbal; c) no particípio, com função de adjetivo; d) no gerúndio, dentro de uma locução verbal.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelos: a) O recitar de Márcia emocionou toda a plateia. (infinitivo como substantivo) b) Eu vou recitar um poema no sarau da escola. (infinitivo como principal da locução) c) O poema recitado pela turma era de Castro Alves. (particípio com valor de adjetivo) d) Ela está recitando os versos com muita emoção. (gerúndio dentro de locução verbal)
Resolução passo a passo
Passo 1 – Para a letra a, coloque o artigo o antes do infinitivo. Com artigo, o verbo vira nome de uma coisa: o recitar ≈ a recitação.
Passo 2 – Para a letra b, escolha um auxiliar (ir, querer, poder, dever) e deixe recitar no infinitivo logo depois: vou recitar, quero recitar.
Passo 3 – Para a letra c, use o particípiorecitado junto de um substantivo, como se fosse um adjetivo que o descreve: o poema recitado. Cuidado com a concordância: os poemas recitados.
Passo 4 – Para a letra d, use o auxiliar estar e o gerúndiorecitando: está recitando, estava recitando.
Passo 5 – Releia suas quatro frases e confira se cada uma cumpre a função pedida.
Classificação dos verbos: regulares e irregulares
31Dissertativo
Classifique os verbos em regulares (o radical não muda) ou irregulares (o radical muda em algumas formas): pular, trazer, escrever, ser, estudar, ouvir.
Passo 1 – Lembre a definição: o radical é a parte do verbo que guarda o sentido (em pul-ar, o radical é pul-). Se o radical não muda na conjugação, o verbo é regular; se muda, é irregular.
Passo 2 – Teste pular: pulo, pulas, pula, pulamos. O pul- fica igual — regular. O mesmo acontece com estudar (estudo, estudas, estuda) e com escrever (escrevo, escrevia, escrevi).
Passo 3 – Teste trazer: trago, trouxe, trarei. O radical muda muito — irregular.
Passo 4 – Teste ser: sou, é, fui, era. É o campeão das mudanças — irregular.
Passo 5 – Teste ouvir: eu ouço, tu ouves. O radical mudou de ouv- para ouç- — irregular.
Observação: escrever é regular na conjugação, mas tem particípio irregular (escrito).
32Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que todos os verbos são irregulares.
Resposta
Alternativa b) fazer – pedir – ter.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Conjugue mentalmente cada verbo na 1ª pessoa do presente (eu…) e no passado (eu…). É o teste mais rápido para ver se o radical muda.
Passo 2 – Alternativa b: fazer → eu faço, eu fiz; pedir → eu peço; ter → eu tenho, eu tive. Todos mudam o radical: são irregulares.
Passo 3 – Alternativa a: falo, canto, amo — radicais firmes, todos regulares.
Passo 5 – Alternativa d: parto, sorrio, abro — regulares na conjugação (abrir só tem particípio irregular, aberto).
Passo 6 – Resposta: b.
33Dissertativo
Conjugue o verbo rimar no presente do indicativo (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas). Depois responda: esse verbo é regular ou irregular? Justifique observando o radical.
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Resposta
Presente do indicativo: eu rimo, tu rimas, ele/ela rima, nós rimamos, vós rimais, eles/elas rimam.
O verbo rimar é regular, porque o radical rim- aparece igual em todas as pessoas; só mudam as terminações.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe o verbo: rim- (radical) + -ar (terminação da 1ª conjugação).
Passo 2 – Use o modelo do verbo cantar, que é o padrão da 1ª conjugação: canto, cantas, canta, cantamos, cantais, cantam.
Passo 3 – Troque o radical cant- por rim-: rimo, rimas, rima, rimamos, rimais, rimam.
Passo 4 – Olhe a lista pronta e sublinhe o começo de cada forma: rim, rim, rim, rim, rim, rim. Como o radical não mudou nenhuma vez, o verbo é regular.
Passo 5 – Compare com um irregular para sentir a diferença: fazer → faço, fazes, faz, fazemos… (o radical muda em faço).
34Dissertativo
Observe as formas verbais e escreva R (regular) ou I (irregular) ao lado de cada uma, indicando também o infinitivo do verbo: fomos, cantamos, quis, bebeu, trouxe, dormiu.
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Resposta
fomos – I – infinitivo: ir (ou ser, conforme o contexto) cantamos – R – infinitivo: cantar quis – I – infinitivo: querer bebeu – R – infinitivo: beber trouxe – I – infinitivo: trazer dormiu – I – infinitivo: dormir
Resolução passo a passo
Passo 1 – Descubra o infinitivo de cada forma usando o teste é preciso…: é preciso ir, é preciso cantar, é preciso querer, é preciso beber, é preciso trazer, é preciso dormir.
Passo 2 – Compare o radical do infinitivo com o da forma dada. Fomos não tem nada a ver com ir: radical totalmente trocado — irregular. (Curiosidade: fomos serve para ir e para ser.)
Passo 3 – Cantamos guarda o radical cant- de cantar — regular. Bebeu guarda o beb- de beber — regular.
Passo 4 – Quis veio de querer (quer- virou quis) e trouxe veio de trazer (traz- virou troux-): radicais mudados, os dois irregulares.
Passo 5 – Dormiu parece regular, mas o verbo dormir muda o radical em outras formas: eu durmo. Por isso ele é classificado como irregular.
Figuras de linguagem: comparação, metáfora, metonímia, personificação e ironia
35Dissertativo
Identifique a figura de linguagem usada em cada frase (comparação, metáfora, metonímia, personificação ou ironia). a) A saudade dele é um rio sem fim. b) O vento assobiava entre as folhas da mata. c) Ontem li Machado de Assis a noite toda. d) Ela canta como um passarinho. e) Que dia ótimo! Perdi o ônibus e ainda esqueci o caderno.
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Resposta
a) metáfora b) personificação c) metonímia d) comparação e) ironia
Resolução passo a passo
a) A saudade dele é um rio sem fim: a saudade é comparada a um rio, mas sem usar palavra de comparação. Quando a aproximação é direta, com o verbo ser, temos metáfora.
b) O vento assobiava: assobiar é coisa de gente. Dar características humanas a um elemento da natureza é personificação.
c) Li Machado de Assis: ninguém lê uma pessoa; lemos os livros dela. Trocar a obra pelo autor é metonímia, a figura da troca por proximidade.
d) Ela canta como um passarinho: aqui aparece a palavrinha como, que liga dois elementos parecidos. Isso é comparação.
e) Que dia ótimo! seguido de duas desgraças: a pessoa diz o contrário do que pensa, para reclamar com humor. Isso é ironia.
36Múltipla escolha
No poema "Os filhos das águas do Solimões", lemos: "A água é a mãe que sustenta". Essa expressão é um exemplo de:
Resposta
Alternativa b) metáfora, porque aproxima a água da figura da mãe sem usar palavras de comparação.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Leia o verso: “A água é a mãe que sustenta”. Repare no verbo é, ligando dois seres diferentes: a água e a mãe.
Passo 2 – Procure conectivos de comparação (como, que nem, feito, tal qual). Não há nenhum. Sem conectivo, a figura é metáfora.
Passo 3 – Entenda o sentido: assim como a mãe cuida, alimenta e protege, o rio dá alimento, água e caminho ao povo Kambeba.
Passo 4 – Elimine as outras: a) não usa como; c) não há troca de parte pelo todo; d) não há sentido contrário nem crítica escondida nesse verso.
Passo 5 – Resposta: b.
37Dissertativo
Transforme cada comparação em metáfora e cada metáfora em comparação. a) Meu avô é forte como um jatobá. b) Aquele menino é um foguete no campo de futebol. c) As estrelas brilham que nem lantejoulas.
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Resposta
a) Metáfora: Meu avô é um jatobá. b) Comparação: Aquele menino é como um foguete no campo de futebol. c) Metáfora: As estrelas são lantejoulas no céu.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Guarde a diferença: a comparação usa um conectivo (como, que nem, feito, tal qual); a metáfora faz a mesma aproximação, mas sem conectivo, geralmente com o verbo ser.
Passo 2 – Letra a: a frase original tem como um jatobá. Para virar metáfora, apague o conectivo: Meu avô é um jatobá. A ideia de força continua.
Passo 3 – Letra b: a frase já é metáfora (é um foguete). Para virar comparação, acrescente o conectivo: é como um foguete.
Passo 4 – Letra c: que nem lantejoulas é conectivo de comparação. Tirando-o, use o verbo ser: As estrelas são lantejoulas no céu.
Passo 5 – Leia as três frases novas: elas ficaram mais curtas e mais poéticas quando viraram metáforas.
38Dissertativo
Na última estrofe de "Os filhos das águas do Solimões", a palavra civilização aparece entre aspas. Explique por que esse uso das aspas cria ironia e qual crítica a poeta faz.
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Resposta
As aspas mostram que a poeta não concorda com o sentido comum da palavra civilização. Aquilo que chamaram de civilização, na verdade, trouxe violência: tomou a terra sagrada, escravizou o povo Kambeba e destruiu sua aldeia. Ao usar a palavra com aspas, ela diz o contrário do que a palavra promete — e isso é ironia. A crítica é ao colonizador, que se dizia civilizado enquanto praticava injustiça.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o sentido comum de civilização: progresso, desenvolvimento, algo bom.
Passo 2 – Compare com o que o poema conta que aconteceu: perda da terra, escravidão, fim da aldeia. O resultado foi destruição, não progresso.
Passo 3 – Entenda o papel das aspas: elas funcionam como se a poeta dissesse “essa palavra não é bem assim”. É um jeito de duvidar do sentido.
Passo 4 – Nomeie a figura: dizer uma coisa querendo dizer o contrário é ironia. Aqui a ironia é séria, de denúncia, não de brincadeira.
Passo 5 – Formule a crítica: quem se apresentava como civilizado agiu de forma cruel com os povos indígenas.
39Verdadeiro ou falso
Marque V ou F. ( ) Na personificação, características de seres humanos são dadas a objetos, animais ou elementos da natureza. ( ) Na metonímia, um elemento é substituído por outro por causa de uma relação de proximidade. ( ) A comparação sempre usa palavras como como, que nem, feito, tanto quanto. ( ) A ironia serve apenas para elogiar alguém de forma sincera.
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Resposta
V – V – F – F
Resolução passo a passo
1ª (V): é exatamente a definição de personificação — o vento assobia, o rio conversa, a lua espia.
2ª (V): na metonímia, trocamos uma palavra por outra que tem relação de proximidade: autor pela obra (li Drummond), marca pelo produto, parte pelo todo (preciso de um teto).
3ª (F): a comparação realmente usa um conectivo, mas não são só esses quatro. Também valem tal qual, assim como, parece, igual a. Correção: a comparação usa palavras que ligam dois elementos, como como, que nem, feito, tal qual, assim como.
4ª (F): a ironia é dizer o contrário do que se pensa, geralmente para criticar, brincar ou denunciar — como as aspas em “civilização”. Correção: a ironia serve para criticar ou fazer humor dizendo o oposto do que se quer dizer.
40Dissertativo
Escreva duas frases originais: uma com personificação sobre um elemento da natureza (o rio, o sol, a chuva) e outra com metonímia citando um autor no lugar da obra dele.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelos: Personificação:O rio conversa com as pedras durante toda a noite. Metonímia:Nas férias, eu li Monteiro Lobato inteirinho.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Para a personificação, escolha um elemento da natureza (rio, sol, chuva, vento, lua) e empreste a ele uma ação típica de gente: conversar, chorar, dançar, abraçar, cochichar.
Passo 2 – Monte a frase: A chuva bateu na janela pedindo para entrar. Repare que a chuva não pode pedir nada — é aí que nasce a figura.
Passo 3 – Para a metonímia, escolha um autor conhecido (Machado de Assis, Cecília Meireles, Castro Alves, Márcia Kambeba) e coloque o nome dele no lugar do livro.
Passo 4 – Monte a frase: Ontem eu li Castro Alves antes de dormir. Todo mundo entende que você leu os poemas dele, não a pessoa.
Passo 5 – Releia e confirme: uma frase dá vida a algo sem vida, a outra troca a obra pelo autor.
Panorama: "Os filhos das águas do Solimões" e as vozes indígenas
41Dissertativo
De acordo com o poema de Márcia Wayna Kambeba, quem são "os filhos das águas do Solimões"? Copie um verso que ajude a justificar sua resposta.
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Resposta
São o povo Kambeba, os indígenas que vivem às margens do rio Solimões, na Amazônia, e cuja vida depende inteiramente do rio. Verso que justifica: “A água é a mãe que sustenta” — o rio alimenta, dá caminho e sustenta esse povo, como uma mãe.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Comece pelo título: Os filhos das águas do Solimões. O Solimões é o nome que o rio Amazonas recebe em parte do estado do Amazonas.
Passo 2 – Pense na expressão filhos das águas. Ela é figurada: não são filhos de verdade da água, mas pessoas que nasceram e vivem ligadas ao rio.
Passo 3 – Ligue ao poema e à autora: Márcia Wayna Kambeba é indígena do povo Kambeba, e escreve sobre sua gente. Os “filhos das águas”, portanto, são os Kambeba e os povos ribeirinhos da região.
Passo 4 – Escolha um verso que prove sua resposta. O verso “A água é a mãe que sustenta” mostra a dependência total do rio. Copie-o entre aspas, como está no livro.
42Dissertativo
Nas 2ª e 3ª estrofes, o eu lírico fala de dois momentos do rio: a enchente e a vazante. Explique como o rio é descrito em cada um deles e como isso afeta a vida do povo que vive em suas margens.
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Resposta
Na enchente, o rio sobe, invade a terra, alaga as roças e obriga as famílias a se mudarem ou a viverem em casas de palafita; em troca, a água traz peixes e fertiliza o solo. Na vazante, o rio baixa, surgem praias e a terra fica adubada e boa para o plantio, além de facilitar a pesca nos lagos. Assim, o povo organiza sua vida — plantar, pescar, mudar de lugar — seguindo o ritmo do rio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda as duas palavras. Enchente é quando o rio enche e sobe muito, no período das chuvas. Vazante é quando as águas baixam, no período seco.
Passo 2 – Releia a 2ª estrofe e anote as imagens ligadas à água que sobe: rio grande, terra coberta, casas na beira, necessidade de se adaptar.
Passo 3 – Releia a 3ª estrofe e anote as imagens da água que desce: praias de areia, terra fértil que aparece, tempo de plantar e de pescar com fartura.
Passo 4 – Feche relacionando as duas: o rio manda no calendário do povo. Ele não é apenas paisagem, é parte da cultura, da comida e da moradia dos Kambeba.
43Múltipla escolha
As duas últimas estrofes do poema mostram uma ruptura na história dos Kambeba. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa ruptura.
Resposta
Alternativa b) O contato com outro povo tomou o solo sagrado, escravizou os Kambeba e os deixou sem aldeia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe a mudança de clima do poema: as primeiras estrofes falam da vida em harmonia com o rio; as últimas falam de perda e dor.
Passo 2 – Procure as palavras que marcam a violência: solo sagrado tomado, escravidão, aldeia que se acabou, chamada “civilização” entre aspas.
Passo 3 – Essa é a ruptura: a chegada do colonizador quebrou o modo de vida do povo Kambeba.
Passo 4 – Elimine as outras: a) não foi escolha do povo; c) não houve enriquecimento, e sim perda; d) o rio não secou — o problema foi humano, não natural.
Passo 5 – Resposta: b.
44Dissertativo
Observe as cinco primeiras estrofes do poema "Os filhos das águas do Solimões" e responda: as rimas aparecem sempre nas mesmas posições dos versos? Explique sua resposta citando exemplos.
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Resposta
Não. As rimas não seguem sempre o mesmo esquema: em algumas estrofes rimam versos seguidos (rimas emparelhadas), em outras rimam o 2º com o 4º verso (rimas alternadas), e ainda há versos soltos, sem rima (versos brancos). Isso mostra que a poeta usa a rima com liberdade, priorizando o ritmo e a mensagem.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pegue o poema no livro e faça o trabalho de detetive: sublinhe a última palavra de cada verso, estrofe por estrofe.
Passo 2 – Dê uma letra para cada som: a primeira palavra recebe a; se outro verso terminar com o mesmo som, ele também recebe a; um som novo ganha b, e assim por diante.
Passo 3 – Compare os esquemas das cinco estrofes. Se em uma estrofe você anotou a-a-b-b e em outra a-b-c-b, já está provado que as posições mudam.
Passo 4 – Na resposta, cite pelo menos dois exemplos concretos do texto: um par de palavras que rima em versos seguidos e outro par que rima em versos separados.
Passo 5 – Conclua explicando que essa variação é uma escolha do poeta: a poesia moderna não é obrigada a seguir um único padrão.
45Dissertativo
O capítulo apresenta três autores: Lázaro Ramos, Castro Alves e Márcia Wayna Kambeba. Escreva um parágrafo explicando o que os textos deles têm em comum quando pensamos no tema "as vozes do povo brasileiro".
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Resposta
Modelo de parágrafo: “Lázaro Ramos, Castro Alves e Márcia Wayna Kambeba escrevem sobre as vozes do povo brasileiro. Em Sotaque, Lázaro Ramos mostra que existem muitos jeitos de falar português no Brasil e que todos merecem respeito. Em Canção do africano, Castro Alves empresta a voz do poema a um homem escravizado, para denunciar a crueldade da escravidão e a saudade da terra roubada dele. Em Os filhos das águas do Solimões, Márcia Kambeba fala como indígena e conta a ligação do seu povo com o rio e a violência da colonização. Os três textos, cada um do seu jeito, mostram que o Brasil é feito de muitos povos e que a poesia serve para dar voz a quem foi silenciado.”
Resolução passo a passo
Passo 1 – Liste o tema de cada texto numa folha de rascunho: Lázaro Ramos = sotaques e variação linguística; Castro Alves = escravidão e saudade da África; Márcia Kambeba = povo indígena e o rio.
Passo 2 – Procure o que há em comum. Nos três casos, o poema dá espaço para uma voz que costuma ser ignorada ou desrespeitada.
Passo 3 – Encontre o segundo ponto em comum: todos valorizam a identidade e denunciam algum tipo de preconceito ou violência.
Passo 4 – Monte o parágrafo com esta estrutura: frase de abertura com a ideia comum + uma frase sobre cada autor + frase de conclusão.
Passo 5 – Revise: use conectivos (além disso, da mesma forma, por fim) e escreva os títulos dos poemas em itálico ou entre aspas.
Você constrói: produção do poema e sarau
46Dissertativo
Planeje o seu poema. No caderno, responda: (a) qual será o tema do seu poema sobre suas origens, costumes ou o lugar onde você vive? (b) quantas estrofes e quantos versos ele terá? (c) qual padrão de rimas você vai usar: emparelhadas, alternadas ou opostas?
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo de planejamento: (a) Tema: a casa da minha avó no interior, onde passo as férias — os cheiros, as comidas e as histórias que ela conta. (b) Estrutura: 3 estrofes de 4 versos (12 versos no total). (c) Padrão de rimas:alternadas (o 1º verso rima com o 3º e o 2º com o 4º).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escolha o tema pensando no que você conhece de verdade. Faça três perguntas a si mesmo: de onde vem a minha família? o que a gente come, canta ou comemora? o que existe no meu bairro que eu gosto?
Passo 2 – Junte palavras-chave numa lista: cheiros, cores, sons, nomes de pessoas e lugares. Elas serão a matéria-prima dos versos.
Passo 3 – Defina o tamanho. Um poema de 2 ou 3 estrofes com 4 versos cada é um bom começo: dá para desenvolver a ideia sem se perder.
Passo 4 – Escolha o padrão de rimas e anote o esquema com letras para não esquecer: emparelhadas (A-A-B-B), alternadas (A-B-A-B) ou opostas/interpoladas (A-B-B-A).
Passo 5 – Deixe esse planejamento anotado no caderno; ele será o seu mapa na hora de escrever.
47Dissertativo
Escreva a primeira versão do seu poema (mínimo de duas estrofes), com título, seguindo o padrão de rimas escolhido e usando pelo menos uma figura de linguagem estudada no capítulo. Depois, indique qual figura você usou e em que verso ela aparece.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo:
Casa de avó
Na casa da minha avó tem café, tem cadeira gasta no terreiro, tem história contada de pé e um cheiro doce de janeiro.
O fogão canta baixinho na cozinha, a manhã se espreguiça devagar; a memória é uma linha, que me leva de volta pra ficar.
Figura de linguagem usada:personificação, no 5º verso (O fogão canta baixinho na cozinha) e no 6º (a manhã se espreguiça). Há também uma metáfora no 7º verso (a memória é uma linha).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Retome o planejamento do exercício anterior: tema, número de estrofes e padrão de rimas.
Passo 2 – Escreva primeiro as ideias soltas, sem se preocupar com rima. Só depois ajuste as palavras do fim dos versos para encaixar no padrão escolhido.
Passo 3 – Escolha um título curto e ligado ao tema. Ele não precisa repetir o primeiro verso.
Passo 4 – Insira pelo menos uma figura de linguagem. Dicas rápidas: dê ação humana a um objeto (personificação), diga que uma coisa é outra (metáfora) ou use como para aproximar duas coisas (comparação).
Passo 5 – Leia o poema em voz alta. Se algum verso travar a leitura, troque ou tire palavras. Por fim, escreva embaixo qual figura você usou e em qual verso ela aparece.
48Verdadeiro ou falso
Troque seu poema com um colega e faça a revisão dele respondendo sim ou não para cada item, justificando quando a resposta for "não": ( ) O texto está escrito em versos? ( ) As rimas seguem o padrão escolhido? ( ) O tema (a voz brasileira do autor) está claro? ( ) Os verbos e as palavras estão escritos corretamente?
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Resposta
Resposta pessoal (atividade de revisão em dupla). Modelo de ficha preenchida: ( sim ) O texto está escrito em versos. ( sim ) As rimas seguem o padrão escolhido. ( não ) O tema não ficou claro: a 2ª estrofe fala do bairro, mas a 1ª fala de futebol e não se liga ao assunto. Sugestão: trocar a 1ª estrofe para falar da rua do colega. ( não ) Há duas palavras com erro de escrita: iscola (o certo é escola) e nós vai (o certo é nós vamos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Leia o poema do colega inteiro, do começo ao fim, antes de marcar qualquer item. Primeiro entender, depois avaliar.
Passo 2 – Item 1: confira se o texto está em linhas curtas, organizadas em estrofes, e não em parágrafos de prosa.
Passo 3 – Item 2: sublinhe a última palavra de cada verso e confira se o esquema combinado (A-A-B-B, A-B-A-B ou A-B-B-A) foi mantido.
Passo 4 – Item 3: pergunte-se “sobre o que é este poema?”. Se você conseguir responder em uma frase, o tema está claro.
Passo 5 – Item 4: procure erros de ortografia, de concordância (nós vamos, e não nós vai) e de tempo verbal.
Passo 6 – Sempre que marcar não, escreva o motivo e uma sugestão gentil. Revisão é ajuda, não é briga.
49Dissertativo
Você vai declamar seu poema no sarau da turma. Liste três recursos (gestos, objetos, tom de voz, pausas, música etc.) que você usaria para deixar a leitura mais expressiva e explique a escolha de cada um.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo: 1. Tom de voz variado – falar mais baixo e devagar nos versos de saudade e mais alto nos versos de alegria, para o público sentir a emoção de cada parte. 2. Pausas nos fins de verso – parar um instante ao terminar cada verso ajuda a marcar o ritmo e as rimas, e dá tempo para o ouvinte entender a imagem. 3. Um objeto simbólico – segurar uma xícara de café, que aparece no poema, porque o objeto na mão prende o olhar do público e reforça o tema da casa da avó.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que é declamar: é dizer o poema em voz alta para outras pessoas, com emoção, e não apenas ler correndo.
Passo 2 – Escolha recursos que combinem com o seu poema. Se ele é triste, evite gestos agitados; se é animado, use um ritmo mais rápido.
Passo 3 – Para cada recurso, responda a pergunta “por quê?”. É essa justificativa que o exercício pede.
Passo 4 – Outras opções possíveis: música baixinha ao fundo, gestos com as mãos, olhar para a plateia, roupa ou objeto ligado ao tema, mudança de posição no palco.
Passo 5 – Ensaie em casa, em frente ao espelho ou para alguém da família, cronometrando o tempo. Ensaio é o segredo de uma boa apresentação.
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Capítulo 8 – Vidas em verso e as vozes de um país diverso
Resumo rápido
Capítulo 8 – Vidas em verso e as vozes de um país diverso
Resumo rápido
1O poema: versos e rimas
O poema é um gênero textual muito antigo, escrito em versos (cada linha do texto). Um grupo de versos forma uma estrofe.
As rimas são sons iguais ou parecidos no fim dos versos. Elas dão ritmo e musicalidade e ajudavam as pessoas a memorizar histórias antes da escrita.
No Brasil, os poemas de hoje dão voz a povos bem diferentes: indígenas, africanos, europeus e todos os que formaram nosso povo.
Exemplo
Lá na úmida senzala, / Sentado na estreita sala — dois versos que rimam (senzala/sala).
2Eu lírico e sotaque
O eu lírico é a voz que fala dentro do poema. Ele é uma criação do autor, e não o autor em pessoa.
Sotaque é o jeito diferente de pronunciar as palavras de uma mesma língua. Ele muda conforme a região e o tempo. Nenhum sotaque é certo ou errado — só diferente.
Exemplo
No poema Sotaque, de Lázaro Ramos: É oxente, é uai, é tchê — três expressões de regiões diferentes do Brasil.
3Verbo
Verbo é a classe de palavras que, sozinha, exprime um fato. Esse fato pode ser uma ação, um estado ou um fenômeno da natureza.
O verbo é variável: ele muda de forma para indicar o tempo (passado, presente, futuro) e a pessoa do discurso (eu, tu, ele, nós, vós, eles).
📐 Para guardar
Ação: O africano canta | Estado: O Brasil é diverso | Fenômeno: Amanhece cedo
Cantou → 3ª pessoa do singular (ele); Cantamos → 1ª pessoa do plural (nós).
3.1Locução verbal
Locução verbal é a junção de dois verbos que, juntos, valem por um só. Um é o verbo auxiliar (mostra o tempo e a pessoa) e o outro é o verbo principal (carrega o sentido).
📐 Para guardar
vou escrever = escreverei
Exemplo
Você vai conhecer as vozes do Brasil. → auxiliar: vai; principal: conhecer.
3.2Formas nominais
Nas locuções, o verbo principal aparece nas formas nominais. Elas se chamam assim porque funcionam como verbo e também como nome (substantivo, adjetivo ou advérbio). São três: infinitivo, particípio e gerúndio.
Infinitivo: forma original do verbo, terminada em -ar, -er, -ir, -or (falar, correr, partir, pôr). Pelo infinitivo vêm as conjugações: 1ª (-ar), 2ª (-er/-or) e 3ª (-ir).
Particípio: mostra o resultado, o fato já concluído. Termina em -ado/-ada ou -ido/-ida (falado, dormido). Pode virar adjetivo: versos rimados.
Gerúndio: mostra a ação em andamento e termina em -ndo (falando, correndo).
Exemplo
Vamos falar do Brasil (verbo) / O falar brasileiro é diverso (substantivo).
3.3Particípios irregulares e duplos
Alguns verbos têm particípio irregular, sem -ado/-ido: dito, feito, escrito, visto, aberto, coberto.
Outros têm duas formas. Com os auxiliares ter e haver usa-se a forma regular; com ser e estar, a irregular.
📐 Para guardar
Eu havia imprimido o texto / O texto será impresso
Exemplo
Nós tínhamos aceitado o convite / O convite seria aceito.
3.4Verbos regulares e irregulares
O radical é a parte do verbo que guarda o significado (em falar, o radical é fal-).
Verbo regular: o radical não muda ao conjugar (eu falo, tu falas, nós falamos).
Verbo irregular: o radical muda em algumas formas (fazer → eu faço, tu fazes; pedir → eu peço, nós pedimos).
Exemplo
dizer é irregular: eu digo, tu dizes.
4Figuras de linguagem
Figuras de linguagem são recursos que usam o sentido figurado das palavras para deixar o texto mais expressivo. São muito comuns em poemas.
Comparação: aproxima dois elementos usando palavras como como, que nem, tanto, quanto, feito. Ex.: Marina é inteligente como uma cientista.
Metáfora: também compara, mas sem essas palavras de ligação. Ex.: Os olhos de Rafael são rios profundos.
Metonímia: troca um elemento por outro que tem relação de proximidade. Ex.: Li Márcia Kambeba (li o livro dela).
Personificação (ou prosopopeia): dá características de gente a objetos, animais ou coisas da natureza. Ex.: As folhas estão dançando ao vento.
Ironia: usa a palavra com sentido oposto ao original, para criticar ou fazer humor. Ex.: Que maravilha! O elevador quebrou e vou subir 20 andares.
Exemplo
No poema de Márcia Kambeba: A água é a mãe que sustenta (metáfora) e A vida que nasce como uma flor (comparação).
5Resumo do gênero poema
O poema é organizado em versos, agrupados em estrofes, com uso frequente de rimas e figuras de linguagem.
Pode tratar de qualquer assunto, desperta emoções e quase sempre permite mais de uma interpretação. Quem fala nele é o eu lírico.
6Produção: escrevendo seu poema
Planeje o conteúdo (o que você quer dizer sobre suas origens e o Brasil) e a estrutura (quantos versos por estrofe e quais vão rimar).
Os padrões de rima mais comuns são: emparelhadas (versos vizinhos rimam: AABB), alternadas (rimam de dois em dois: ABAB) e opostas (o 1º com o 4º e o 2º com o 3º: ABBA).
Depois escreva a primeira versão, dê um título, revise a estrutura, o tema e a escrita, e passe a limpo para o sarau.
Exemplo
Emparelhadas: Quando soar meu canto / Não haverá espanto.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
O gênero poema: versos, estrofes e rimas
1Dissertativo
Leia o poema abaixo, escrito por um estudante.
Meu bairro tem cheiro de pão, tem risada de menino, tem varal com roupa ao vento e um violão bem afinado.
Se alguém me perguntar quem sou, eu respondo sem demora: sou daqui, sou desse chão, sou a voz que canta agora.
Agora responda: quantos versos (linhas do poema) e quantas estrofes (grupos de versos) esse texto tem?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O poema tem 8 versos e 2 estrofes (cada estrofe com 4 versos).
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre do combinado: cada linha de um poema é um verso. Então, para contar versos, basta contar as linhas.
Contando: Meu bairro tem cheiro de pão (1), tem risada de menino (2), tem varal com roupa ao vento (3), e um violão bem afinado (4), Se alguém me perguntar quem sou (5), eu respondo sem demora (6), sou daqui, sou desse chão (7), sou a voz que canta agora (8). São 8 linhas, ou seja, 8 versos.
Agora as estrofes: estrofe é um grupo de versos separado dos outros por uma linha em branco. No texto há dois blocos, separados por um espaço. Logo, são 2 estrofes.
Como cada bloco tem 4 versos, dizemos que são duas estrofes de quatro versos (também chamadas de quartetos).
2Múltipla escolha
Segundo o capítulo, por que os povos antigos organizavam suas histórias em versos e rimas?
Resposta
Alternativa b) Porque versos e rimas facilitavam a memorização e ajudavam a transmitir histórias pela fala.
Resolução passo a passo
Pense na época em que quase ninguém escrevia ou lia: as histórias passavam de boca em boca, de avô para neto. Essa transmissão pela fala se chama tradição oral.
Para não esquecer uma história longa, era preciso um truque de memória. Versos curtos, ritmo marcado e rimas funcionam como uma música: se você esquece uma palavra, o som da rima te lembra dela.
Agora elimine as erradas: a) fala de beleza na escrita e economia de papel, mas o motivo era a fala, não o papel; c) está errada, pois textos em versos eram justamente para quem não lia; d) restringe o uso a cerimônias religiosas de um só povo, o que não é verdade.
Sobra a alternativa b, que fala em memorização e transmissão oral.
3Verdadeiro ou falso
Marque V para verdadeiro e F para falso. ( ) Cada linha de um poema é chamada de verso. ( ) Um poema pode tratar de qualquer assunto e provocar emoções diferentes no leitor. ( ) A voz que fala dentro de um poema é chamada de eu lírico e é sempre o próprio autor contando fatos reais da sua vida. ( ) Todo poema precisa obrigatoriamente ter rimas para ser considerado poema.
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Resposta
V – V – F – F
Resolução passo a passo
1ª afirmação (V): cada linha do poema é mesmo um verso. É a definição básica.
2ª afirmação (V): o poema pode falar de amor, de futebol, do bairro, de injustiça… e pode causar alegria, tristeza, saudade. Não existe assunto proibido na poesia.
3ª afirmação (F): a voz que fala no poema é o eu lírico, mas ele não é necessariamente o autor. É uma voz criada pelo poeta, que pode ser de outra pessoa, de uma criança, de um animal, de alguém que viveu em outra época. Correção: o eu lírico é a voz que fala no poema e não se confunde com o autor.
4ª afirmação (F): existem poemas sem rima, chamados de versos brancos ou livres. A rima é um recurso, não uma obrigação. Correção: um poema pode ter ou não ter rimas.
Leitura e interpretação: o poema "Sotaque" e a variação linguística
4Múltipla escolha
Leia os versos: "É oxente, é uai, é tchê, / causa até algum tormento." Sobre esses versos, é correto afirmar que:
Resposta
Alternativa b) João usa expressões típicas de regiões diferentes para mostrar a diversidade do falar brasileiro.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe as três palavras citadas: oxente (Nordeste), uai (Minas Gerais) e tchê (Rio Grande do Sul). Cada uma vem de um pedaço do Brasil.
Passo 2 – Perceba a intenção do poeta: ele junta as três numa mesma lista para mostrar que o português brasileiro tem muitos jeitos de ser falado. Isso se chama variação linguística.
Passo 3 – Elimine as erradas: a) chamar de “erro” é justamente o contrário da mensagem do poema; c) o poema mostra vários jeitos certos, não um só; d) as expressões têm sentidos e usos diferentes em cada região.
Passo 4 – Restou a b. O “tormento” do verso é a estranheza de quem ouve pela primeira vez, e não um defeito de quem fala.
5Verdadeiro ou falso
Marque V ou F com base no poema "Sotaque". ( ) Para João, existe um sotaque certo e outros errados. ( ) A palavra tormento foi escolhida também porque rima com vento e invento. ( ) Nos versos finais, João defende o respeito às diferentes formas de falar. ( ) João diz que a geografia e a invenção de palavras podem explicar as mudanças na língua.
Depois, corrija por escrito a(s) afirmação(ões) que você marcou como falsa(s).
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Resposta
F – V – V – V
Correção da 1ª afirmação: para João, não existe sotaque certo ou errado; todos os sotaques são formas válidas de falar português, apenas diferentes umas das outras.
Resolução passo a passo
1ª (F): o poema inteiro caminha para o respeito. João mostra as diferenças com curiosidade e carinho, não para julgar. Por isso a frase é falsa e precisa ser corrigida.
2ª (V): no poema, tormento rima com vento e invento. Poetas escolhem palavras pensando no sentido e no som — a rima faz parte da construção.
3ª (V): nos versos finais, João defende que cada jeito de falar deve ser respeitado, porque revela a história e o lugar de quem fala.
4ª (V): o poema cita a geografia (cada região fala de um jeito), o tempo (a língua muda) e a invenção de palavras (as pessoas criam novos termos) como causas das mudanças da língua.
Leitura e interpretação: "Canção do africano", de Castro Alves
6Dissertativo
No poema "Canção do africano", quem é o eu lírico da primeira estrofe e quem passa a falar nas estrofes seguintes? Que sinal gráfico ajuda o leitor a perceber essa troca de vozes?
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Resposta
Na primeira estrofe, o eu lírico é uma voz que observa a cena de fora e descreve o africano escravizado sentado na senzala. Nas estrofes seguintes, quem passa a falar é o próprio africano, cantando sua saudade. O sinal gráfico que mostra essa troca de vozes são as aspas (em algumas edições, o travessão e o itálico) que marcam o início do canto.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o conceito: eu lírico é a voz que fala dentro do poema. Ele pode mudar ao longo do texto, como acontece aqui.
Passo 2 – Leia a 1ª estrofe. Repare que ela fala do escravizado em 3ª pessoa: Entoa o escravo seu canto, correm-lhe em pranto. Quem descreve está de fora, observando a senzala.
Passo 3 – Leia a estrofe seguinte. A voz muda para a 1ª pessoa: é o africano quem fala da sua terra, do sol, da mãe, da sua dor.
Passo 4 – Procure a marca visual dessa mudança: as aspas abrem o canto do africano, avisando o leitor de que agora estamos ouvindo outra voz — como acontece na fala de personagens em uma história.
7Múltipla escolha
Assinale a alternativa que melhor explica os sentimentos do africano que canta no poema.
Resposta
Alternativa c) Saudade e tristeza, porque ele lembra da sua terra e chora ao cantar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procure no poema as palavras que mostram sentimento: pranto (choro), saudades, torrão (a terra natal). Elas indicam dor e falta.
Passo 2 – Repare no verso E ao cantar correm-lhe em pranto / Saudades do seu torrão: ele canta chorando, com saudade da terra de onde foi arrancado.
Passo 3 – Elimine as outras: a) não há alegria, e ele não gosta do lugar onde está, pois foi trazido à força; b) não há culpa nem escolha — ele foi sequestrado e escravizado; d) indiferença é o oposto do que o poema mostra.
Passo 4 – A resposta correta é c, que reúne saudade e tristeza.
8Múltipla escolha
Observe a primeira estrofe de "Canção do africano" e marque a alternativa que apresenta corretamente o esquema de rimas dos versos.
Lá na úmida senzala, (a) Sentado na estreita sala, ( ) Junto ao braseiro, no chão, (b) Entoa o escravo seu canto (c) E ao cantar correm-lhe em pranto ( ) Saudades do seu torrão. ( )
Resposta
Alternativa a) a – a – b – c – c – b.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Marque a palavra final de cada verso: senzala, sala, chão, canto, pranto, torrão.
Passo 2 – Compare os sons. Senzala e sala terminam em -ala: as duas recebem a letra a.
Passo 3 – Canto e pranto terminam em -anto: as duas recebem a letra c (o 4º verso já estava marcado como c, então o 5º também é c).
Passo 4 – Chão e torrão terminam em -ão: as duas recebem a letra b (o 3º já era b, então o 6º também é b).
Passo 5 – Junte na ordem dos versos: a – a – b – c – c – b. Corresponde à alternativa a. Note o desenho: dois pares emparelhados (a-a e c-c) “abraçados” pela rima b, que aparece no 3º e no 6º verso.
9Dissertativo
O capítulo explica que a palavra escravo vem sendo substituída por escravizado. Explique por que essa troca é importante.
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Resposta
Porque a palavra escravo soa como se ser escravo fosse a identidade da pessoa, algo que ela é. Já escravizado mostra que houve alguém que escravizou: foi uma violência imposta de fora. A troca devolve a humanidade a essas pessoas — elas eram africanas, tinham nome, família e cultura — e lembra que a escravidão foi um crime cometido contra elas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Compare as duas palavras. Escravo funciona como um rótulo, quase uma característica da pessoa. Escravizado é particípio do verbo escravizar: alguém sofreu a ação de outro.
Passo 2 – Pense na diferença entre “ele era escravo” e “ele foi escravizado”. Na segunda frase, aparece a pergunta: escravizado por quem? Isso mostra os responsáveis.
Passo 3 – Perceba o efeito: a palavra escravizado coloca a pessoa como ser humano que teve a liberdade roubada, e não como mercadoria.
Passo 4 – Conclua: mudar a palavra muda o jeito de contar a história. É um cuidado com a memória e com o respeito aos descendentes desses povos.
Verbo: ação, estado e fenômeno da natureza
10Dissertativo
Classifique o fato expresso pelo verbo destacado em cada frase como ação, estado ou fenômeno da natureza. a) O poeta escreveu versos sobre sua terra. b) A turma está animada com o sarau. c) Choveu forte na várzea do rio. d) João percebeu as diferenças de sotaque.
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Resposta
a) ação b) estado c) fenômeno da natureza d) ação
Resolução passo a passo
Lembre a regra: o verbo pode indicar uma ação (alguém faz algo), um estado (como alguém está ou é) ou um fenômeno da natureza (algo que acontece na natureza, sem sujeito que pratique).
a) escreveu: o poeta fez alguma coisa — pegou o lápis e escreveu. É ação.
b) está: não mostra nada sendo feito; mostra como a turma se encontra (animada). É estado. Outros verbos parecidos: ser, ficar, parecer, continuar.
c) choveu: a chuva simplesmente caiu; ninguém “fez chover”. É fenômeno da natureza. Repare que esses verbos vêm sempre na 3ª pessoa do singular.
d) percebeu: é uma ação que acontece na mente de João, mas ainda é algo que ele fez. Classificamos como ação.
11Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que o verbo destacado indica um fenômeno da natureza.
Resposta
Alternativa c)Amanheceu cedo na aldeia às margens do rio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procure o verbo que fala de algo da natureza acontecendo sozinho, sem alguém praticando: chover, nevar, ventar, trovejar, amanhecer, anoitecer.
Passo 2 – Analise cada alternativa. Em a), recita é uma ação de Márcia. Em b), é indica estado/característica do rio. Em d), escolheram é ação dos alunos.
Passo 3 – Em c), amanheceu não tem sujeito: não existe alguém que amanheça. O dia simplesmente clareou. É fenômeno da natureza.
Passo 4 – Dica extra: verbos de fenômeno da natureza ficam sempre no singular, mesmo quando não há sujeito — Choveu, Anoiteceu, Trovejou.
Locução verbal: verbo auxiliar e verbo principal
12Dissertativo
Copie as frases no caderno, sublinhe a locução verbal de cada uma e indique qual é o verbo auxiliar e qual é o verbo principal. a) Os alunos estão escrevendo poemas sobre o Brasil. b) Márcia havia recitado aquele verso muitas vezes. c) Eu vou pesquisar o significado de "oxente". d) O poema foi lido pela turma inteira.
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Resposta
a) estão escrevendo – auxiliar: estão (estar); principal: escrevendo (escrever) b) havia recitado – auxiliar: havia (haver); principal: recitado (recitar) c) vou pesquisar – auxiliar: vou (ir); principal: pesquisar d) foi lido – auxiliar: foi (ser); principal: lido (ler)
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o conceito: locução verbal é um conjunto de dois (ou mais) verbos que funcionam juntos como se fossem um só.
Passo 2 – Identifique as peças. O verbo auxiliar vem primeiro e é o que se conjuga: ele mostra o tempo e a pessoa. Os auxiliares mais comuns são ser, estar, ter, haver e ir.
Passo 3 – O verbo principal vem depois e carrega o sentido. Ele aparece sempre numa forma nominal: infinitivo (-r), particípio (-do) ou gerúndio (-ndo).
Passo 4 – Aplique nas frases: em a) estão (auxiliar, presente, eles) + escrevendo (gerúndio); em b) havia (auxiliar, passado) + recitado (particípio); em c) vou (auxiliar, dá ideia de futuro) + pesquisar (infinitivo); em d) foi (auxiliar) + lido (particípio).
Passo 5 – Teste final: se você trocar a locução por um verbo só, o sentido continua? estão escrevendo ≈ escrevem; vou pesquisar ≈ pesquisarei. Confirma que é locução.
13Verdadeiro ou falso
Marque V ou F. ( ) Na locução verbal, é o verbo auxiliar que mostra o tempo (presente, passado ou futuro) e a pessoa do discurso. ( ) O verbo principal da locução é aquele que carrega o sentido principal da expressão. ( ) Quando o verbo principal termina em -ndo, a ideia é de que o fato já terminou. ( ) A locução verbal é formada por dois verbos que, juntos, funcionam como um verbo só.
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Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª (V): quem se conjuga na locução é o verbo auxiliar. Em vou cantar, ia cantar e fui cantar, só o auxiliar muda para marcar tempo e pessoa.
2ª (V): o verbo principal é o dono do sentido. Em estou lendo, o que a pessoa faz é ler; estou apenas ajuda.
3ª (F): a terminação -ndo é o gerúndio e indica ação em andamento, ainda acontecendo — estou lendo. Quem indica fato terminado é o particípio (-do): tenho lido, foi lido. Correção: quando o verbo principal termina em -ndo, a ideia é de ação em andamento.
4ª (V): é exatamente a definição de locução verbal — dois verbos que, juntos, valem por um.
Formas nominais: infinitivo, particípio e gerúndio
14Dissertativo
Escreva a forma infinitiva de cada verbo e indique a que conjugação ele pertence (1ª: -ar; 2ª: -er/-or; 3ª: -ir). a) rimamos b) partiu c) vendendo d) compõe e) sorrimos f) cantarolava
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Resposta
a) rimamos → rimar – 1ª conjugação b) partiu → partir – 3ª conjugação c) vendendo → vender – 2ª conjugação d) compõe → compor – 2ª conjugação (terminação -or) e) sorrimos → sorrir – 3ª conjugação f) cantarolava → cantarolar – 1ª conjugação
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que é infinitivo: é o “nome” do verbo, a forma que aparece no dicionário e termina em -r (cantar, comer, sorrir).
Passo 2 – Um truque para achá-lo: use a expressão é preciso…. É preciso rimar, é preciso partir, é preciso vender.
Passo 3 – Depois, olhe a terminação para descobrir a conjugação: -ar = 1ª; -er (e o caso especial -or, de pôr e derivados) = 2ª; -ir = 3ª.
Passo 4 – Aplique: rimar e cantarolar terminam em -ar (1ª); vender termina em -er (2ª); compor termina em -or, e como vem de pôr, fica na 2ª; partir e sorrir terminam em -ir (3ª).
15Dissertativo
Complete as frases com o particípio correto do verbo entre parênteses. a) O poeta havia _________ (escrever) os versos numa folha velha. b) A carta foi _________ (entregar) ao professor. c) Nós tínhamos _________ (aceitar) o convite para o sarau. d) O livro estava _________ (abrir) na página do poema.
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Resposta
a) escrito b) entregue c) aceitado (também se aceita aceito) d) aberto
Resolução passo a passo
Passo 1 – O particípio é a forma do verbo que costuma terminar em -ado ou -ido (cantado, vendido) e indica um fato já concluído.
Passo 2 – Alguns verbos têm particípio irregular, que foge do padrão: escrever → escrito; abrir → aberto; fazer → feito; ver → visto.
Passo 3 – Em a) e d), use os irregulares: havia escrito e estava aberto.
Passo 4 – Há verbos com duas formas de particípio (os abundantes), como entregar (entregado / entregue) e aceitar (aceitado / aceito). A regra prática: com ter/haver, use a forma regular (tínhamos aceitado); com ser/estar, use a forma curta (foi entregue).
Passo 5 – Por isso: b) foi entregue (verbo ser) e c) tínhamos aceitado (verbo ter).
16Múltipla escolha
Em qual alternativa o verbo aparece no gerúndio com valor de advérbio, ou seja, indicando o modo como algo acontece?
Resposta
Alternativa b) Os alunos saíram da apresentação sorrindo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O gerúndio termina em -ndo e mostra ação em andamento. Mas ele pode ter funções diferentes na frase.
Passo 2 – Quando o gerúndio responde à pergunta como?, ele funciona como advérbio, indicando o modo da ação. Faça o teste: Os alunos saíram como? Sorrindo. Bate certinho — alternativa b.
Passo 3 – Analise as outras: em a) crianças brincando explica as crianças (funciona como adjetivo); em d) um rio correndo também descreve o rio (adjetivo).
Passo 4 – Em c), estava lendo é locução verbal: o gerúndio é o verbo principal, não é advérbio.
Passo 5 – Resposta final: b.
Classificação dos verbos: regulares e irregulares
17Dissertativo
Classifique os verbos em regulares (o radical não muda) ou irregulares (o radical muda em algumas formas): pular, trazer, escrever, ser, estudar, ouvir.
Passo 1 – Lembre a definição: o radical é a parte do verbo que guarda o sentido (em pul-ar, o radical é pul-). Se o radical não muda na conjugação, o verbo é regular; se muda, é irregular.
Passo 2 – Teste pular: pulo, pulas, pula, pulamos. O pul- fica igual — regular. O mesmo acontece com estudar (estudo, estudas, estuda) e com escrever (escrevo, escrevia, escrevi).
Passo 3 – Teste trazer: trago, trouxe, trarei. O radical muda muito — irregular.
Passo 4 – Teste ser: sou, é, fui, era. É o campeão das mudanças — irregular.
Passo 5 – Teste ouvir: eu ouço, tu ouves. O radical mudou de ouv- para ouç- — irregular.
Observação: escrever é regular na conjugação, mas tem particípio irregular (escrito).
18Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que todos os verbos são irregulares.
Resposta
Alternativa b) fazer – pedir – ter.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Conjugue mentalmente cada verbo na 1ª pessoa do presente (eu…) e no passado (eu…). É o teste mais rápido para ver se o radical muda.
Passo 2 – Alternativa b: fazer → eu faço, eu fiz; pedir → eu peço; ter → eu tenho, eu tive. Todos mudam o radical: são irregulares.
Passo 3 – Alternativa a: falo, canto, amo — radicais firmes, todos regulares.
Passo 5 – Alternativa d: parto, sorrio, abro — regulares na conjugação (abrir só tem particípio irregular, aberto).
Passo 6 – Resposta: b.
19Dissertativo
Observe as formas verbais e escreva R (regular) ou I (irregular) ao lado de cada uma, indicando também o infinitivo do verbo: fomos, cantamos, quis, bebeu, trouxe, dormiu.
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Resposta
fomos – I – infinitivo: ir (ou ser, conforme o contexto) cantamos – R – infinitivo: cantar quis – I – infinitivo: querer bebeu – R – infinitivo: beber trouxe – I – infinitivo: trazer dormiu – I – infinitivo: dormir
Resolução passo a passo
Passo 1 – Descubra o infinitivo de cada forma usando o teste é preciso…: é preciso ir, é preciso cantar, é preciso querer, é preciso beber, é preciso trazer, é preciso dormir.
Passo 2 – Compare o radical do infinitivo com o da forma dada. Fomos não tem nada a ver com ir: radical totalmente trocado — irregular. (Curiosidade: fomos serve para ir e para ser.)
Passo 3 – Cantamos guarda o radical cant- de cantar — regular. Bebeu guarda o beb- de beber — regular.
Passo 4 – Quis veio de querer (quer- virou quis) e trouxe veio de trazer (traz- virou troux-): radicais mudados, os dois irregulares.
Passo 5 – Dormiu parece regular, mas o verbo dormir muda o radical em outras formas: eu durmo. Por isso ele é classificado como irregular.
Figuras de linguagem: comparação, metáfora, metonímia, personificação e ironia
20Dissertativo
Identifique a figura de linguagem usada em cada frase (comparação, metáfora, metonímia, personificação ou ironia). a) A saudade dele é um rio sem fim. b) O vento assobiava entre as folhas da mata. c) Ontem li Machado de Assis a noite toda. d) Ela canta como um passarinho. e) Que dia ótimo! Perdi o ônibus e ainda esqueci o caderno.
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Resposta
a) metáfora b) personificação c) metonímia d) comparação e) ironia
Resolução passo a passo
a) A saudade dele é um rio sem fim: a saudade é comparada a um rio, mas sem usar palavra de comparação. Quando a aproximação é direta, com o verbo ser, temos metáfora.
b) O vento assobiava: assobiar é coisa de gente. Dar características humanas a um elemento da natureza é personificação.
c) Li Machado de Assis: ninguém lê uma pessoa; lemos os livros dela. Trocar a obra pelo autor é metonímia, a figura da troca por proximidade.
d) Ela canta como um passarinho: aqui aparece a palavrinha como, que liga dois elementos parecidos. Isso é comparação.
e) Que dia ótimo! seguido de duas desgraças: a pessoa diz o contrário do que pensa, para reclamar com humor. Isso é ironia.
21Múltipla escolha
No poema "Os filhos das águas do Solimões", lemos: "A água é a mãe que sustenta". Essa expressão é um exemplo de:
Resposta
Alternativa b) metáfora, porque aproxima a água da figura da mãe sem usar palavras de comparação.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Leia o verso: “A água é a mãe que sustenta”. Repare no verbo é, ligando dois seres diferentes: a água e a mãe.
Passo 2 – Procure conectivos de comparação (como, que nem, feito, tal qual). Não há nenhum. Sem conectivo, a figura é metáfora.
Passo 3 – Entenda o sentido: assim como a mãe cuida, alimenta e protege, o rio dá alimento, água e caminho ao povo Kambeba.
Passo 4 – Elimine as outras: a) não usa como; c) não há troca de parte pelo todo; d) não há sentido contrário nem crítica escondida nesse verso.
Passo 5 – Resposta: b.
22Verdadeiro ou falso
Marque V ou F. ( ) Na personificação, características de seres humanos são dadas a objetos, animais ou elementos da natureza. ( ) Na metonímia, um elemento é substituído por outro por causa de uma relação de proximidade. ( ) A comparação sempre usa palavras como como, que nem, feito, tanto quanto. ( ) A ironia serve apenas para elogiar alguém de forma sincera.
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Resposta
V – V – F – F
Resolução passo a passo
1ª (V): é exatamente a definição de personificação — o vento assobia, o rio conversa, a lua espia.
2ª (V): na metonímia, trocamos uma palavra por outra que tem relação de proximidade: autor pela obra (li Drummond), marca pelo produto, parte pelo todo (preciso de um teto).
3ª (F): a comparação realmente usa um conectivo, mas não são só esses quatro. Também valem tal qual, assim como, parece, igual a. Correção: a comparação usa palavras que ligam dois elementos, como como, que nem, feito, tal qual, assim como.
4ª (F): a ironia é dizer o contrário do que se pensa, geralmente para criticar, brincar ou denunciar — como as aspas em “civilização”. Correção: a ironia serve para criticar ou fazer humor dizendo o oposto do que se quer dizer.
Panorama: "Os filhos das águas do Solimões" e as vozes indígenas
23Dissertativo
Nas 2ª e 3ª estrofes, o eu lírico fala de dois momentos do rio: a enchente e a vazante. Explique como o rio é descrito em cada um deles e como isso afeta a vida do povo que vive em suas margens.
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Resposta
Na enchente, o rio sobe, invade a terra, alaga as roças e obriga as famílias a se mudarem ou a viverem em casas de palafita; em troca, a água traz peixes e fertiliza o solo. Na vazante, o rio baixa, surgem praias e a terra fica adubada e boa para o plantio, além de facilitar a pesca nos lagos. Assim, o povo organiza sua vida — plantar, pescar, mudar de lugar — seguindo o ritmo do rio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda as duas palavras. Enchente é quando o rio enche e sobe muito, no período das chuvas. Vazante é quando as águas baixam, no período seco.
Passo 2 – Releia a 2ª estrofe e anote as imagens ligadas à água que sobe: rio grande, terra coberta, casas na beira, necessidade de se adaptar.
Passo 3 – Releia a 3ª estrofe e anote as imagens da água que desce: praias de areia, terra fértil que aparece, tempo de plantar e de pescar com fartura.
Passo 4 – Feche relacionando as duas: o rio manda no calendário do povo. Ele não é apenas paisagem, é parte da cultura, da comida e da moradia dos Kambeba.
Você constrói: produção do poema e sarau
24Dissertativo
Escreva a primeira versão do seu poema (mínimo de duas estrofes), com título, seguindo o padrão de rimas escolhido e usando pelo menos uma figura de linguagem estudada no capítulo. Depois, indique qual figura você usou e em que verso ela aparece.
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Resposta
Resposta pessoal. Modelo:
Casa de avó
Na casa da minha avó tem café, tem cadeira gasta no terreiro, tem história contada de pé e um cheiro doce de janeiro.
O fogão canta baixinho na cozinha, a manhã se espreguiça devagar; a memória é uma linha, que me leva de volta pra ficar.
Figura de linguagem usada:personificação, no 5º verso (O fogão canta baixinho na cozinha) e no 6º (a manhã se espreguiça). Há também uma metáfora no 7º verso (a memória é uma linha).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Retome o planejamento do exercício anterior: tema, número de estrofes e padrão de rimas.
Passo 2 – Escreva primeiro as ideias soltas, sem se preocupar com rima. Só depois ajuste as palavras do fim dos versos para encaixar no padrão escolhido.
Passo 3 – Escolha um título curto e ligado ao tema. Ele não precisa repetir o primeiro verso.
Passo 4 – Insira pelo menos uma figura de linguagem. Dicas rápidas: dê ação humana a um objeto (personificação), diga que uma coisa é outra (metáfora) ou use como para aproximar duas coisas (comparação).
Passo 5 – Leia o poema em voz alta. Se algum verso travar a leitura, troque ou tire palavras. Por fim, escreva embaixo qual figura você usou e em qual verso ela aparece.
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As respostas vão sumir ao fechar a página.